A reprodução do mal necessário Nada está bom Imaginando se a esperança ainda é uma força motivadora ou uma mortificação do ego produtivista, vem a lembrança recente de fatos e convivências em que o embate ideológico, afetado por paradigmas predominantes, nos coloca diante da reprodução de um modo engessado de escolher nossos caminhos, pessoas e bolhas de convivência. Quando um dia me perguntaram se eu estava onde queria estar, com a clara intenção provocativa de me dizer: "você não escolhe nada, o mundo te impõe estar aqui", uma convicção muito forte, ao invés de se enfraquecer, se fortaleceu. Estava a fazer um curso cujo ingresso nos dava duas opções: usar os próprios títulos para alcançar o nível superior da carreira ou fazer dois anos de curso com direito a afastamento remunerado, sob o compromisso de elaborar um artigo na área de ensino e aprendizagem. Portanto, quem não tinha a titulação fez o curso integral; e quem não queria se dedicar aos dois anos de estudo...