A reprodução do mal necessário Nada está bom Imaginando se a esperança ainda é uma força motivadora ou uma mortificação do ego produtivista, vem a lembrança recente de fatos e convivências em que o embate ideológico, afetado por paradigmas predominantes, nos coloca diante da reprodução de um modo engessado de escolher nossos caminhos, pessoas e bolhas de convivência. Quando um dia me perguntaram se eu estava onde queria estar, com a clara intenção provocativa de me dizer: "você não escolhe nada, o mundo te impõe estar aqui", uma convicção muito forte, ao invés de se enfraquecer, se fortaleceu. Estava a fazer um curso cujo ingresso nos dava duas opções: usar os próprios títulos para alcançar o nível superior da carreira ou fazer dois anos de curso com direito a afastamento remunerado, sob o compromisso de elaborar um artigo na área de ensino e aprendizagem. Portanto, quem não tinha a titulação fez o curso integral; e quem não queria se dedicar aos dois anos de estudo...
A inteligência mal utilizada Fobia da desaprovação Ao observar pessoas sob pressão todos os dias, no trabalho ou em uma rotina diária, podemos compreender o quanto o uso da palavra, muitas vezes em silêncio — denunciado no comportamento corporal —, se mostra como uma reação defensiva, como busca de proteção e como escudo contra ofensas, inimizades ou ataques gratuitos. Um estudante vive pressionado pela rotina escolar, onde, contrariamente ao que alguém que nunca estudou imagina, não são as provas, os prazos para trabalhos e o cronograma de aulas os verdadeiros algozes da paz interior, mas a autocobrança. O mundo dos estudos, por si só, é um universo onde a disciplina e a capacidade reflexiva são básicas para a aprendizagem e para o desenvolvimento cognitivo que possibilite a compreensão e, depois, a expressão própria do conhecimento formal humano, em seus diferentes contextos e formas. Por exemplo, quando um trabalho em grupo exige a participação e o estudo de um conte...