A vida não é um jogo de lucros A velocidade da transcendência Em minha jornada docente, costumo dizer aos jovens que ninguém nasce sabendo e que precisamos nos libertar desta pressão para dar respostas imediatas a tudo, ao invés de não admitirmos que não sabemos. Não há nada mais brutal do que forçar um indivíduo a saber tudo. Primeiro, porque isto é uma utopia; segundo, porque esta pressão é uma insanidade imposta por um sistema de ilusões e de exploração do ser humano. O desconhecimento não é algo para ser criticado, mas o verdadeiro gatilho para motivar a vontade de aprender, encontrar respostas e sair do mundo da ignorância; e não o contrário, motivo para vergonha, estigmatizações e preconceitos. Para isso, estudamos e vivenciamos experiências. Neste contexto, um mundo que menospreza a formação humana e a troca pela formação utilitária é o responsável pelo encurtamento precoce de vidas e de suas verdadeiras missões neste mundo, por meio de prazos apertados e cr...
O tempo e o destino Calando a mente Quando parti pela primeira vez para o mundo, me descreveram que somente uma música da época representava aquele momento para quem ficou. Poderia ser uma breve despedida, mas também poderia ser definitiva. Para onde eu iria, não havia como adivinhar o futuro; não haveria como me encontrar quando alguém, porventura, sentisse minha falta. Mesmo depois, quando retornei, apenas aquela música conseguia expressar a força do silêncio que nos uniu enquanto estive ausente. Existe uma sensação de saciedade no silêncio da mente! Quando não é necessário tentar traduzir o infinito do momento presente. Deixar a mente livre e solta não significa imobilidade existencial, mas o contrário, significa vivenciar o fenômeno da vida. Sabemos que nosso sangue continua levando o oxigênio para nosso corpo todo e por isso, mecanismos mentais não voluntários continuam processando essa vivência, a qual pode ser tão grande que mal podemos expressar em símbolos...