Os porquês que nada explicam A colheita depois do fim Nós nos lembramos da transitoriedade da vida ao percebermos que as nossas idades avançam muito mais rápido do que gostaríamos. Amigos, parentes e pessoas queridas começam a se despedir definitivamente de nós. O que levaram consigo? O que deixaram neste mundo? O que transcendeu para todo o sempre? Assim, refletiremos sobre o significado de fatos que costumam moldar nossos pensamentos, independentemente de nossos desejos e vontades. Mais especificamente, aqueles fatos inesperados que nos trazem coisas boas ou ruins, que nos perturbam profundamente e que nos colocam cara a cara com o perigo ou em situações que nos exigem atitudes e escolhas autênticas. O que fazer com a saudade? Como agradecer depois que tudo aconteceu? Como se reconciliar com alguém que se foi, depois de termos compreendido, finalmente, um significado? Por que deixamos tudo para depois, quando deveríamos ter dado a devida atenção aos detalhes, quando hav...
A falácia do bem contra o mal O modelo da cadeia trófica Partindo de uma observação da natureza em relação às interações biológicas entre várias espécies — desde seres unicelulares até os grandes animais e plantas — dentro de uma cadeia trófica, temos os produtores primários (vegetais), os consumidores primários (herbívoros) e os predadores (controladores naturais). Na natureza, os consumidores não existiriam sem o mundo vegetal; portanto, tampouco os predadores. Nesta análise, as espécies herbívoras prosperaram retirando nutrientes das plantas, portanto, indiretamente, acessando o ar e a terra através delas. Assim, no mundo natural, existe uma dinâmica de interdependências em que cada nível trófico expressa suas restrições no ecossistema — desde as mais autônomas, como as plantas, até as mais dependentes, como os parasitas. Neste modelo da cadeia trófica, nada parecia se comparar ao poder dos predadores, à sua capacidade de caça, força, agilidade e impiedade. Se imag...