A mera sinalização da presença As novas máscaras sociais Um exemplo de como podemos identificar uma representação das novas máscaras do mundo corporativo é a conversa sem propósito, a crítica pela crítica e o preenchimento do tempo com falas sobre as disfunções do próximo, que acaba na batida do cartão e na suposta missão cumprida do dia. Isso é um retrato de grande parte do tempo que o mundo corporativo nos toma, sem que frutifique em algum resultado edificante. Muitas vezes, um indivíduo adota um discurso politicamente correto apenas para se mostrar ocupado, produtivo e engajado, sem estar de fato envolvido com qualquer causa. O uso exagerado de jargões da moda ou o modo afetado com o qual aborda assuntos polêmicos denunciam uma dependência de atenção e de pertencimento a partir do reconhecimento corporativo — o que pode viralizar como o mais engraçado, o mais ousado ou o mais destacado pela extravagância e pelo efeito midiático. Este comportamento dificilmente é...
Nossas lágrimas A beleza da desilusão Ao longo de nossos encontros e desencontros, não há maior flagrante do que observar a solitude de um olhar entristecido. Em um mundo de aparências em que as pessoas precisam se mostrar sempre alegres, motivadas e cheias de energia aparente, nenhuma ruga no rosto e nenhum sinal de desapontamentos com a vida, é até louvável que alguém tenha a honestidade e a autenticidade de ser, sentir e demonstrar sua tristeza e humanidade. Não se trata aqui daquela pose para as redes sociais diante de uma tragédia, usada como imagem de alguém sensível, humano e virtuosamente altruísta, com aquele olhar cinematográfico e preparado para as telas digitais. O verdadeiro olhar a que se refere esta reflexão é aquele em que a pessoa não está conectada à opinião alheia e nem sabe se alguém a observa, ou seja, quando não está querendo agradar uma plateia (humanidade real). Quantas vezes nos permitimos parar para refletir em meio à caminhada? Quando é...