> JORNADA DA ESCRITA: Reflexões sobre Autoconhecimento e Gratidão Pular para o conteúdo principal

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LIBERDADE: o pensamento a favor da existência plena

  A ilusão da liberdade total   As opções da juventude Em minha adolescência, passei por uma transformação de personalidade muito intensa. De extrovertido a introspectivo, de falante a calado, de seguro a inseguro e, algo que me custou muita energia, de espontâneo ao regrado. Hoje, falar de padrões e métricas sociais de validação, bullying e exclusão é como fazer chover no molhado. Certas coisas não mudam com o tempo, mesmo em uma sociedade mais tecnológica e muito mais complexa da atualidade. As pessoas ainda são como estações de rádio que disseminam diferentes frequências, no caso frequências mentais para o bem ou para o mal, o jogo do lucro pelo lucro ainda prevalece, promovendo a cultura do consumismo e dos produtos com obsolescência planejada. Mas, o pior de tudo hoje, é que o usufruto do tempo, de forma útil, está cada vez mais escasso.   Visão crítica Se eu tive momentos apropriados para ler e refletir, naquela época, o que me permitiu me encontrar co...
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OBRA INACABADA: celebrando a jornada da escrita ao passo de um dia por vez

  Manifesto para desacelerar   O Despertar Desde cedo, em minha infância, tive incentivo familiar para os estudos. Meu primeiro longo texto foi um trabalho de língua portuguesa, na escola, em que, de forma espontânea, escrevi uma estória a partir de um texto básico. Me lembro que meu professor gastou um bom tempo lendo o trabalho, e depois deu um sorriso, sem falar nada. Quase havia esquecido o episódio, mas para minha surpresa, meu pai me disse que aquele professor havia comentado com ele que eu tinha gosto pela escrita, e que aquilo era natural em mim. Em termos de reflexão sobre este ocorrido em minha jornada solitária, a pergunta que fica seria: quantos educadores, hoje, se preocupam em identificar habilidades e talentos natos de seus estudantes? Aquela sensibilidade natural, identificada no silêncio de uma sala de aula, hoje se choca contra a força implacável e quase invisível: os algoritmos. Neste mundo pautado pelo ritmo insano da informação e pelo "embuste do p...

OS INIMIGOS DA PAZ: acima da sobrevivência está o direito de viver

  O oásis do silêncio   A desaceleração como direito Como a maior parte das pessoas inseridas no mercado de trabalho, nossas jornadas começam às cinco da manhã e terminam perto da sete da noite. Para nós, que precisamos manter o foco no cotidiano e nos trajetos diários, é necessário um esforço extra para encontrar um lugar ao sol, não no sentido de pertencimento obrigatório das bolhas sociais, mas para expressar a própria autoralidade, em meio às insanidades de um sistema que nos trata com máquinas e não seres humanos. Para que isto ocorra, não podemos nos enganar achando que aquilo que nos propomos a fazer é para alguém assistir ou aplaudir. É algo que precisa estar conectado ao nosso próprio ser, como agente vivo que é obrigado a se autoconhecer ao longo da jornada da vida. Isso é o que chamamos, experiência de vida. Não importa o quanto as pessoas menosprezem nossas atividades ou profissões, pois nosso melhor nunca o será para uma sociedade pautada pela ilusão da pe...

CORAÇÕES ABERTOS: as mortificações do ego libertam o coração

  As dores da negação   No silêncio da exclusão A dor da exclusão ou da rejeição nunca foi e nunca será fácil. Somente pessoas que já viveram algum tipo de rejeição — como, por exemplo, serem discriminadas pela aparência, pelas posses, pela descendência ou pela ignorância em algum assunto, não importa o motivo —, sofreram um sentimento de dúvida momentâneos e até vergonha, até perceberem que o que sentiram na pele foi o fato de que nunca foram bem-vindas ou aceitas, por serem o que são. Nossa personalidade, nossos trejeitos, nossos pensamentos e nossos hábitos são continuamente julgados pela opinião externa e, a depender do ambiente de convívio, isso nos leva mais para o baixo astral do que para a elevação do pensamento. Isso é mais comum do que gostamos de admitir. Muitos de nós, transferimos nossa própria insegurança e medo do não pertencimento, colocando em outras pessoas aquilo que nós mesmos não encontramos em nós, para sermos incluídos nas bolhas. O problema é qu...

O TRABALHO EDUCA: um ensaio sobre o propósito humanista do trabalho

  A vida não é um jogo de lucros   A velocidade da transcendência Em minha jornada docente, costumo dizer aos jovens que ninguém nasce sabendo e que precisamos nos libertar desta pressão para dar respostas imediatas a tudo, ao invés de não admitirmos que não sabemos. Não há nada mais brutal do que forçar um indivíduo a saber tudo. Primeiro, porque isto é uma utopia; segundo, porque esta pressão é uma insanidade imposta por um sistema de ilusões e de exploração do ser humano. O desconhecimento não é algo para ser criticado, mas o verdadeiro gatilho para motivar a vontade de aprender, encontrar respostas e sair do mundo da ignorância; e não o contrário, motivo para vergonha, estigmatizações e preconceitos. Para isso, estudamos e vivenciamos experiências. Neste contexto, um mundo que menospreza a formação humana e a troca pela formação utilitária é o responsável pelo encurtamento precoce de vidas e de suas verdadeiras missões neste mundo, por meio de prazos apertados e cr...