A ilusão da liberdade total As opções da juventude Em minha adolescência, passei por uma transformação de personalidade muito intensa. De extrovertido a introspectivo, de falante a calado, de seguro a inseguro e, algo que me custou muita energia, de espontâneo ao regrado. Hoje, falar de padrões e métricas sociais de validação, bullying e exclusão é como fazer chover no molhado. Certas coisas não mudam com o tempo, mesmo em uma sociedade mais tecnológica e muito mais complexa da atualidade. As pessoas ainda são como estações de rádio que disseminam diferentes frequências, no caso frequências mentais para o bem ou para o mal, o jogo do lucro pelo lucro ainda prevalece, promovendo a cultura do consumismo e dos produtos com obsolescência planejada. Mas, o pior de tudo hoje, é que o usufruto do tempo, de forma útil, está cada vez mais escasso. Visão crítica Se eu tive momentos apropriados para ler e refletir, naquela época, o que me permitiu me encontrar co...
Manifesto para desacelerar O Despertar Desde cedo, em minha infância, tive incentivo familiar para os estudos. Meu primeiro longo texto foi um trabalho de língua portuguesa, na escola, em que, de forma espontânea, escrevi uma estória a partir de um texto básico. Me lembro que meu professor gastou um bom tempo lendo o trabalho, e depois deu um sorriso, sem falar nada. Quase havia esquecido o episódio, mas para minha surpresa, meu pai me disse que aquele professor havia comentado com ele que eu tinha gosto pela escrita, e que aquilo era natural em mim. Em termos de reflexão sobre este ocorrido em minha jornada solitária, a pergunta que fica seria: quantos educadores, hoje, se preocupam em identificar habilidades e talentos natos de seus estudantes? Aquela sensibilidade natural, identificada no silêncio de uma sala de aula, hoje se choca contra a força implacável e quase invisível: os algoritmos. Neste mundo pautado pelo ritmo insano da informação e pelo "embuste do p...