MUITO OBRIGADO, CONTINUE EM SUA LUTA, ESTAMOS JUNTOS!!!! Caro (a) leitor (a) que busca o silêncio 🌱☕ Sei que muitos de vocês, que chegam até a Jornada da Escrita , guardam este espaço como um refúgio estritamente privativo. Sei, também, que os ensaios publicados aqui frequentemente coincidem ou espelham as suas dores mais íntimas, o peso das máscaras cotidianas e o cansaço profundo diante de um sistema que exige o produtivismo exaustivo. Compreendo perfeitamente o seu silêncio. Entendo que, para proteger a sua camuflagem funcional e a sua estabilidade no mercado ou na academia, o senhor ou a senhora prefira não curtir, não comentar e não compartilhar publicamente estas teses fora da caixa. No ambiente moderno, manter a insubordinação mental restrita à própria consciência é, muitas vezes, uma estratégia vital de sobrevivência. É o seu escudo de proteção. O direito ao recuo estratégico Quero que saiba: este blog não busca o espetáculo das multidões ou a aprovação dos algoritmos de ...
Quando outra pessoa mais importa O resgate de nossa humanidade Certa vez, em uma viagem de lua de mel, fui a um restaurante experimentar um prato famoso e caro — uma lagosta —, que eu só fui conhecer depois de adulto, junto com minha esposa. Naquele dia, enquanto aguardávamos o prato chegar, aproximou-se de nós um menino muito pobre, com roupas em farrapos e todo sujo, pedindo-nos algo para comer. Sem pensar muito, pedimos ao garçom para levar um prato de alimento e servir o menino. Para nossa surpresa, fomos hostilizados pelos olhares dos atendentes e da gerência, que demonstraram total reprovação ao que havíamos feito. Mantivemos a criança na mesa até que ela terminasse e, logo depois, chegou o nosso pedido. Mas hoje, relembrando o fato mais de trinta anos depois — dentre os quais nunca mais comi lagosta —, veio uma pergunta: o que foi aquilo? A pior gafe de etiqueta foi atender a uma criança com fome? Isso foi tão reprovável assim? Ninguém que não faça algo diferente...