Funcionar não significa contribuir Ser igual a todo mundo Certa vez, um sujeito me disse que era violento. Mas, contextualizando, ele se referia ao modo capitalista de ser. Alguém com uma visão combativa, agressiva, competente e eficiente a ponto de conseguir passar por cima de quem quisesse, ou se aproveitar da fraqueza de qualquer pessoa que cruzasse sua frente. Para ele, ser violento era a forma de dizer que era totalmente encaixado no sistema da selvageria que o sistema do lucro pelo lucro exige. Dentre tantos discursos ideológicos, também ouvi pessoas dizendo que o mundo era assim e quem não se adapta a este regime, ou não tem estômago para ser “violento”, sempre vai ser um fracassado, um fraco e excluído. Por isso, seja por sujeição aos padrões frios, lógicos e altamente racionalizados — inclusive sob a argumentação de que a grande lei da vida é a lei do mais forte —, desde jovem, algo me dizia que nada disso fazia sentido para uma existência mais completa, com mais...
Pergunte à IA O infinito agora Certa vez, ao participar de uma banca avaliadora de estágio curricular, surgiu um trabalho feito por encomenda. A apresentação não foi ruim, pois havia lógica, sequência e até uma certa discussão sobre o objeto de estudo. O que o sujeito não sabia era que sua capacidade cognitiva não seria avaliada apenas pela memória, mas, sim, pela experiência vivenciada, pelos problemas encontrados, pelas situações imprevistas que tornam qualquer interação com o meio ambiente única para cada estação, para cada ano agrícola, para cada cultivar testada. Uma única pergunta, respondida por obrigação, sendo afirmativa ou negativa, por si só, já denunciava a falta efetiva do sujeito na prática real, na lida diária e nas nuances da atividade. Por isto, sempre encarei o estágio supervisionado como uma das etapas mais importantes do processo formativo profissional, pois, além de exigir a associação de conhecimentos aprendidos, o sujeito precisava ir além – sentir ...