> JORNADA DA ESCRITA Pular para o conteúdo principal

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REFERÊNCIAS: nossos erros e acertos

Passageiros do tempo   Nossas perdas Alguns filósofos contemporâneos versam sobre o desapego e a capacidade de restaurar propósitos existenciais a partir do sofrimento espiritual provocado pela intensidade da sociedade acelerada atual. Talvez, sem sabermos, aceleramos a nós mesmos na ânsia de encontrarmos mais significados naquilo que estamos fazendo, seja nos períodos de trabalho, seja em nossos momentos mais íntimos de reflexão. Buscamos nossas melhores referências quando nos sentimos solitários em meio à multidão interconectada e, normalmente, somos sequestrados pelas distrações das sensações superficiais e das satisfações emocionais imediatas, quase sempre enganosas no sentido de que servem mais como anestésicos do que como cura real — se é que esta seja possível. Talvez o fato de nos sentirmos cansados da monotonia de nossas funções sociais, servis a um sistema montado para o produtivismo sem limite, nos force a nos viciarmos nessas distrações que em nada se refletem...
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SIGNIFICADOS: a busca sem fim

Os porquês que nada explicam   A colheita depois do fim Nós nos lembramos da transitoriedade da vida ao percebermos que as nossas idades avançam muito mais rápido do que gostaríamos. Amigos, parentes e pessoas queridas começam a se despedir definitivamente de nós. O que levaram consigo? O que deixaram neste mundo? O que transcendeu para todo o sempre? Assim, refletiremos sobre o significado de fatos que costumam moldar nossos pensamentos, independentemente de nossos desejos e vontades. Mais especificamente, aqueles fatos inesperados que nos trazem coisas boas ou ruins, que nos perturbam profundamente e que nos colocam cara a cara com o perigo ou em situações que nos exigem atitudes e escolhas autênticas. O que fazer com a saudade? Como agradecer depois que tudo aconteceu? Como se reconciliar com alguém que se foi, depois de termos compreendido, finalmente, um significado? Por que deixamos tudo para depois, quando deveríamos ter dado a devida atenção aos detalhes, quando hav...

PREDADORES: a entronização da autopredação

A falácia do bem contra o mal   O modelo da cadeia trófica Partindo de uma observação da natureza em relação às interações biológicas entre várias espécies — desde seres unicelulares até os grandes animais e plantas — dentro de uma cadeia trófica, temos os produtores primários (vegetais), os consumidores primários (herbívoros) e os predadores (controladores naturais). Na natureza, os consumidores não existiriam sem o mundo vegetal; portanto, tampouco os predadores. Nesta análise, as espécies herbívoras prosperaram retirando nutrientes das plantas, portanto, indiretamente, acessando o ar e a terra através delas. Assim, no mundo natural, existe uma dinâmica de interdependências em que cada nível trófico expressa suas restrições no ecossistema — desde as mais autônomas, como as plantas, até as mais dependentes, como os parasitas. Neste modelo da cadeia trófica, nada parecia se comparar ao poder dos predadores, à sua capacidade de caça, força, agilidade e impiedade. Se imag...
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