> JORNADA DA ESCRITA: Reflexões sobre Autoconhecimento e Gratidão Pular para o conteúdo principal

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O RITMO PRÓPRIO: A arte de amadurecer sem pressa

  A importância de respeitar o próprio ritmo   Nosso tempo é finito A sensação contínua de que estamos atrasados, fora do cronograma, é um sintoma clássico dos tempos modernos em que vivenciamos uma rotina inflexível de obrigações diárias, sobrevivência e contas a pagar. Outro exemplo é o fato de que muitas pessoas desperdiçam seus melhores anos e fases da vida, confinando-se em sua própria bolha de crenças e preconceitos, sem se darem conta que seu último pôr do sol, está mais próximo do que acreditam. Ainda é algo a ser compreendido o que podemos chamar de fenômeno da estupidificação da existência humana, a partir da simplificação do pensamento e da decadência cultural, a partir da repetição e perpetuação de um modelo de vida incompatível com o ritmo de nossa essência. Sob um enganoso discurso de eficiência, vivenciamos um momento histórico de passividade e acomodação em massa, em que o pensamento se tornou escalável, porém, menos reflexivo. O que já não conseguimo...
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O TEATRO DO PERTENCIMENTO: O vazio das reuniões corporativas e a perda do essencial

  A mera sinalização da presença   As novas máscaras sociais Um exemplo de como podemos identificar uma representação das novas máscaras do mundo corporativo é a conversa sem propósito, a crítica pela crítica e o preenchimento do tempo com falas sobre as disfunções do próximo, que acaba na batida do cartão e na suposta missão cumprida do dia. Isso é um retrato de grande parte do tempo que o mundo corporativo nos toma, sem que frutifique em algum resultado edificante. Muitas vezes, um indivíduo adota um discurso politicamente correto apenas para se mostrar ocupado, produtivo e engajado, sem estar de fato envolvido com qualquer causa. O uso exagerado de jargões da moda ou o modo afetado com o qual aborda assuntos polêmicos denunciam uma dependência de atenção e de pertencimento a partir do reconhecimento corporativo — o que pode viralizar como o mais engraçado, o mais ousado ou o mais destacado pela extravagância e pelo efeito midiático. Este comportamento dificilmente é...

UM OLHAR TRISTE: Do cansaço à redenção

  Nossas lágrimas   A beleza da desilusão Ao longo de nossos encontros e desencontros, não há maior flagrante do que observar a solitude de um olhar entristecido. Em um mundo de aparências em que as pessoas precisam se mostrar sempre alegres, motivadas e cheias de energia aparente, nenhuma ruga no rosto e nenhum sinal de desapontamentos com a vida, é até louvável que alguém tenha a honestidade e a autenticidade de ser, sentir e demonstrar sua tristeza e humanidade. Não se trata aqui daquela pose para as redes sociais diante de uma tragédia, usada como imagem de alguém sensível, humano e virtuosamente altruísta, com aquele olhar cinematográfico e preparado para as telas digitais. O verdadeiro olhar a que se refere esta reflexão é aquele em que a pessoa não está conectada à opinião alheia e nem sabe se alguém a observa, ou seja, quando não está querendo agradar uma plateia (humanidade real). Quantas vezes nos permitimos parar para refletir em meio à caminhada? Quando é...

GUERREIROS DA VIDA: Da Honra Herdada à Semente do Futuro

  O enfrentamento da vida   A luta solitária de cada geração Das histórias mais antigas que particularmente ouvi das pessoas mais vividas, destacam-se as descrições dos meus antepassados, que vieram com os primeiros imigrantes de uma terra muito distante, trazendo sonhos e a chama interna da esperança por uma virada de chave na vida. Assim como muitos, boa parte destes antepassados sofreram um grande impacto, ao sobreviver em condições totalmente adversas (um ato legítimo de sobrevivência). Como não havia volta para muitas destas pessoas, por estarem comprometidas não só com a missão a que se propuseram fazer, havia ainda a responsabilidade de cuidar da família que, naquela época, significava muitos filhos. O espírito de luta e a força que queimava em seus corações desde que partiram de sua terra natal foi testada ao limite e, tristemente, muitos acabaram desistindo e até perecendo. Seus maiores desafios eram a falta de domínio do idioma, a dependência econômica e a ...