Existir por existir Quem somos Quando havia tempo para absorvermos o que o mundo nos dizia, por exemplo, na infância, tudo era experimentação. Desde como era o sabor de uma laranja ou maçã até o que significava valores, comportamentos, pensamentos, o que era certo e errado. A partir do momento em que tudo isso nos fez gerar crenças, comportamentos e hábitos, enquanto, ao mesmo tempo, nos conhecíamos interiormente como seres existentes passamos a entrar em conflito com a realidade, pois de nossas crenças, surgiram nossos desejos e vontades. Embora uma parte de nosso potencial para desenvolver habilidades humanas dependa da forma como o mundo se apresenta a nós — somada à nossa maneira de perceber a realidade, agir e até sentir —, há também a influência direta de nossa biologia e de nossos genes. No entanto, o que importava era aquela consciência de que estávamos absorvendo o mundo. Não sabíamos falar como falamos quando adultos, não fazíamos associações entre a memória de ...
Percepção da vida Viver para sentir Certa vez me perguntaram se gosto do que faço. É uma pergunta difícil, pois pode ser respondida sob diferentes perspectivas, como: Refere-se ao retorno financeiro? Tem a ver com o prazer no que faço? Significa realização profissional e pessoal? Tem a ver com minha essência humana? Traz orgulho ou gratidão? Honra meu nome de família ou não? Traz respeito próprio? Traz sofrimentos e dores? Enfim, a pergunta que sintetiza todas essas indagações seria: gostamos de estar onde estamos, fazendo o que precisa ser feito? Na verdade, uma boa resposta para o momento depende de condicionantes. Mas, a partir do momento em que colocamos condições — as quais nem sempre estão disponíveis —, a resposta normalmente tende para uma negativa. Mas a pergunta que precisamos responder para nós mesmos seria: onde estaríamos e o que estaríamos fazendo se não estivéssemos exatamente onde vivemos nossas jornadas diárias? Será que estaríamos produzindo algo? Esta...