> JORNADA DA ESCRITA: Reflexões sobre Autoconhecimento e Gratidão Pular para o conteúdo principal

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A VOZ DO SILÊNCIO: nem a angústia alcança a paz interior

  A constância como caminho   A vida é o que é Talvez, o maior luxo que uma pessoa possa usufruir nesta vida moderna seja poder utilizar o tempo para observar, silenciar a mente e conversar com sua voz interior. Isto é um luxo pois, no cotidiano, a maior parte de nós se sente obrigada a seguir um ritual de compromissos, projetos e coisas menores como cronogramas e busca de mais ocupações além das que gostaríamos de assumir, verdadeiramente. Entretanto, se tomarmos como perspectiva inicial a de que buscar paz interior significa fugir da realidade ou conformar-se com tudo, estaríamos cometendo um grave erro. Nosso silêncio, neste contexto, não é um vácuo, mas um momento de reencontro com nossa essência. É o erro de deixarmos de ser quem somos diante do universo de aprendizagens para o qual fomos destinados pela existência. No cerne, mesmo que nem busquemos o conhecimento, até a inexistência dele nos ensina o quanto a ignorância nos induz a pensar de forma errática. A ignor...
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MENSAGENS CELESTES: uma expansão para a mente

  A serenidade no horizonte   A caminho do horizonte Quando termina um dia de trabalho, ainda é preciso chegar em casa. A rotina só termina, de fato, quando chegamos ao portão de nossos lares e enfim, podemos entrar em frequência de relaxamento. Mas, embora não seja um privilégio possível a todas as pessoas, muitos de nós podemos vislumbrar o horizonte, o pôr do sol diante de nós, enquanto nos deslocamos em nossos trajetos diários. Ao deslocarmos nosso foco do asfalto para o horizonte, podemos observar lampejos de nossa consciência mais profunda. Podemos passar no mesmo caminho todos os dias, sem perceber algo incrível como o fato de que as imagens do horizonte não se repetem. Cada céu tem sua identidade própria e, a cada dia, nos acompanha mandando mensagens de serenidade, contrastando com toda mazela que nos cerca, especialmente, em ambientes tóxicos impregnados de manipulações, jogos de poder, disputa de vaidades e todo tipo de assédio contra a dignidade, frutos da ...

NÃO VÁ EMBORA: Cumpra sua missão e então poderá partir

  Não aceite desistir   O mundo não nos quer Quantas vezes você sentiu que era alguém indesejado? Já foi discriminado por sua origem? Já foi isolado e escarnecido por pessoas dos mais altos níveis de uma hierarquia local ou de apreço afetivo de uma bolha? Já lhe transmitiram a mensagem de que você é um motivo de vergonha por ser quem é e como é? Já desejou fugir ou desistir? O comportamento discriminatório no mundo moderno independe do lugar em que estamos, e este fenômeno está amplificado pelas redes sociais e pela generalização de preconceitos, o que tem gerado segmentações por classes e bolhas humanas, muitas vezes afetadas pelo radicalismo, por paradigmas e ideologias dominantes. A tecnocracia, a judicialização e a polarização política são ferramentas globalizadas, tanto para o controle social como para o recrudescimento de movimentos discriminatórios, o que tolhe a autoexpressão dos indivíduos. Neste contexto, a lógica é desistir, abandonar ou entregar os pontos...

O RITMO PRÓPRIO: A arte de amadurecer sem pressa

  A importância de respeitar o próprio ritmo   Nosso tempo é finito A sensação contínua de que estamos atrasados, fora do cronograma, é um sintoma clássico dos tempos modernos em que vivenciamos uma rotina inflexível de obrigações diárias, sobrevivência e contas a pagar. Outro exemplo é o fato de que muitas pessoas desperdiçam seus melhores anos e fases da vida, confinando-se em sua própria bolha de crenças e preconceitos, sem se darem conta que seu último pôr do sol, está mais próximo do que acreditam. Ainda é algo a ser compreendido o que podemos chamar de fenômeno da estupidificação da existência humana, a partir da simplificação do pensamento e da decadência cultural, a partir da repetição e perpetuação de um modelo de vida incompatível com o ritmo de nossa essência. Sob um enganoso discurso de eficiência, vivenciamos um momento histórico de passividade e acomodação em massa, em que o pensamento se tornou escalável, porém, menos reflexivo. O que já não conseguimo...

O TEATRO DO PERTENCIMENTO: O vazio das reuniões corporativas e a perda do essencial

  A mera sinalização da presença   As novas máscaras sociais Um exemplo de como podemos identificar uma representação das novas máscaras do mundo corporativo é a conversa sem propósito, a crítica pela crítica e o preenchimento do tempo com falas sobre as disfunções do próximo, que acaba na batida do cartão e na suposta missão cumprida do dia. Isso é um retrato de grande parte do tempo que o mundo corporativo nos toma, sem que frutifique em algum resultado edificante. Muitas vezes, um indivíduo adota um discurso politicamente correto apenas para se mostrar ocupado, produtivo e engajado, sem estar de fato envolvido com qualquer causa. O uso exagerado de jargões da moda ou o modo afetado com o qual aborda assuntos polêmicos denunciam uma dependência de atenção e de pertencimento a partir do reconhecimento corporativo — o que pode viralizar como o mais engraçado, o mais ousado ou o mais destacado pela extravagância e pelo efeito midiático. Este comportamento dificilmente é...