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PALAVRAS LETAIS: quando o nada é o destino

A inteligência mal utilizada   Fobia da desaprovação Ao observar pessoas sob pressão todos os dias, no trabalho ou em uma rotina diária, podemos compreender o quanto o uso da palavra, muitas vezes em silêncio — denunciado no comportamento corporal —, se mostra como uma reação defensiva, como busca de proteção e como escudo contra ofensas, inimizades ou ataques gratuitos. Um estudante vive pressionado pela rotina escolar, onde, contrariamente ao que alguém que nunca estudou imagina, não são as provas, os prazos para trabalhos e o cronograma de aulas os verdadeiros algozes da paz interior, mas a autocobrança. O mundo dos estudos, por si só, é um universo onde a disciplina e a capacidade reflexiva são básicas para a aprendizagem e para o desenvolvimento cognitivo que possibilite a compreensão e, depois, a expressão própria do conhecimento formal humano, em seus diferentes contextos e formas. Por exemplo, quando um trabalho em grupo exige a participação e o estudo de um conte...
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RETIDÃO: O preço da atemporalidade

Uma cadência difícil de acompanhar   O 150 0 artigo Desde os primeiros artigos do blog Jornada da Escrita, usando as mesmas tecnologias digitais que youtubers, blogueiros famosos e influenciadores — cujos objetivos obedecem à escala dos algoritmos em função das visualizações, cliques e curtidas —, a estreia do projeto Jornada da Escrita logo foi confrontada com o mundo do marketing, onde qualquer assunto se torna um produto, até mesmo nossos questionamentos, significados, aprendizagens, consciência e autoconhecimento. Contraditoriamente às perguntas mais comuns quando se entra no mundo digital, como: “Quanto se poderá ganhar com esses assuntos? Quantas pessoas se interessariam em consumir esta literatura do nicho de acolhimento? Qual o nível de competitividade da produção e as chances de derrubar a concorrência?”, as perguntas do projeto eram: “Será que ainda existem pessoas com vontade de refletir? Temas mais aprofundados têm espaço no mar digital acelerado? Alguém com ma...

REFERÊNCIAS: nossos erros e acertos

Passageiros do tempo   Nossas perdas Alguns filósofos contemporâneos versam sobre o desapego e a capacidade de restaurar propósitos existenciais a partir do sofrimento espiritual provocado pela intensidade da sociedade acelerada atual. Talvez, sem sabermos, aceleramos a nós mesmos na ânsia de encontrarmos mais significados naquilo que estamos fazendo, seja nos períodos de trabalho, seja em nossos momentos mais íntimos de reflexão. Buscamos nossas melhores referências quando nos sentimos solitários em meio à multidão interconectada e, normalmente, somos sequestrados pelas distrações das sensações superficiais e das satisfações emocionais imediatas, quase sempre enganosas no sentido de que servem mais como anestésicos do que como cura real — se é que esta seja possível. Talvez o fato de nos sentirmos cansados da monotonia de nossas funções sociais, servis a um sistema montado para o produtivismo sem limite, nos force a nos viciarmos nessas distrações que em nada se refletem...
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