> JORNADA DA ESCRITA: Reflexões sobre Autoconhecimento e Gratidão Pular para o conteúdo principal

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LIMITES: a dolorosa aceitação de nossas limitações

  A limitação ensina   O embate das vontades Quem se lembra da infância? Quando uma criança passa pela  seção de brinquedos de alguma loja, mais passa vontade do que realiza seus desejos. Aquela diversidade de opções e novidades a faz querer levar tudo para casa! Esta exemplificação é apenas um caso leve, dentre as infinitas circunstâncias em que o mundo material se apresenta para cada ser humano, sem contar com as mazelas que este mesmo mundo, nada amistoso, também oferece! A questão é que de geração em geração, pais e cuidadores também são responsáveis por colocar limites às crianças, em relação ao querer e às vontades delas, estabelecendo controles que criam um senso inicial entre o "ser" e o "ter". A partir daí, a criança começa a entender que ter tudo o que quer não é possível e que isto também é uma utopia. Assim, desde criança, crescemos e desenvolvemos um senso sobre o “ser” e o “ter”, alimentando o consciente e o subconsciente, que dá origem às noss...
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QUANDO NADA IMPORTA TANTO: Os limites da libertação ou do aprisionamento

  O senso da importância     A ilusão da mudança Conforme acumulamos experiências e vivências encontramos nosso verdadeiro “eu” e identificamos nossa forma peculiar de reagir, sentir, fazer e interpretar a realidade. Nesta jornada, passamos por diferentes fases, concluímos etapas e conquistamos um modo de sobrevivência . Nestas diferentes fases, somos motivados por vontades e desejos que evoluem conforme envelhecemos e amadurecemos (Transformação verdadeira). Isto pode parecer um ciclo de mudanças que pode nos levar a crer que conseguimos mudar nosso próprio eu, conforme cada situação ou época da vida. Mas, no fundo, estamos descobrindo a cada dia uma característica ou habilidade que não havíamos usado ainda! Então, da mesma forma que cada um de nós se autoconhece ao longo da jornada e, por isto, vivemos de um jeito diferente aquilo que já havíamos experimentado, realizado ou aprendido, não significa que surgiu uma nova pessoa. O que surgiu, de fato, foi uma n...

EMOÇÕES: os sentimentos inevitáveis de uma jornada

  Como sentimos o mundo   Nossas motivações Embora nosso mundo exija de todos nós o "saber lidar" com situações difíceis, querendo ou não, pois isto é o que podemos chamar de destino, há um fluxo de aprendizagens que não cessa enquanto estivermos vivos. Ninguém está livre de situações e contextos que demandam nossa atenção e, normalmente, nossas crises e conflitos pioram quando deixamos nossos sentimentos sobrepujarem nossos pensamentos. Mas, por sermos humanos, sentimos de uma forma individual e única as dores da vida. Algumas situações e interações são comuns a todos nós como, por exemplo, o sentimento provocado pela rejeição, a intolerância, a raiva e o sentimento de impotência, diante daquele mesmo destino, que nos obriga a interagir coletivamente pois, o significado do desamparo natural de nossas existências tem este propósito unificador, cujo fluxo se orienta pela nossa consciência sobre a finitude humana incontestável. Para sobrevivermos buscamos aceitação,...

Oração para 2026

  Ao Criador de todas as coisas   Apenas a Fé me sustenta Em meio às atribulações da vida, peço-Lhe que console meu espírito angustiado! Minha natureza humana me faz ter medo por qualquer motivo, desde as mais triviais atividades do trabalho, até dos conflitos inevitáveis que o destino me reserva. Nunca tive um momento de pura tristeza ou de pura felicidade e sempre tive que lidar com isto como parte de minha natureza e talvez, por isso mesmo, precisei construir minha Fé nos milagres e na sorte do destino, para aplacar o sentimento de estar sempre em risco e desamparado. Meu ceticismo só tem crescido com o avanço da idade e isso tem criado uma descrença em tudo o que contenha intenções mundanas e, mesmo querendo acreditar que estou errado, acabo enxergando cada vez mais a falsidade das “modernidades” deste mundo. Por isto a Fé é meu contraponto ao fato de eu duvidar de tudo o que é visto como politicamente correto, de não aceitar as “normalidades” de um mundo de so...

DESTINO: desapego do mundo

  A sensação de um destino Acumular para perder Por mais paradoxal que possa parecer, a sensação de que aprendemos a gostar da vida para depois saber perdê-la, é uma ideia mais lógica do que costumamos admitir. Vivemos algumas experiências que nos preenchem em diferentes fases da vida e que, sejam boas ou ruins, acumulam-se em memórias pelas quais nos apegamos, para construirmos nossas histórias pessoais, nossas trajetórias ou nos guiar para o futuro. Essa ideia de perda ao final de nossas vidas pode ser considerada uma devolução ao Criador de Tudo ou que, na verdade, nunca possuímos nada, de fato! É algo que ultrapassa o conceito da propriedade, criado pelo ser humano, que sustenta a vida material. Mas a ilusão da propriedade serve a um objetivo, nascido com cada um de nós, que é lutar contra o desamparo, algo que nos ancora na vida material. Nosso desamparo começa com a condição de subsistência, que nos leva a desenvolver a consciência, o autoconhecimento e a aprendizage...