> JORNADA DA ESCRITA Pular para o conteúdo principal

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MONOPÓLIOS: O erro da imposição

O dogma da inflexibilidade ideológica   Perigos da docência Em uma certa aula prática de rotina, ao plantar uma espécie não comercial — como parte dos conteúdos sobre agricultura regenerativa —, a intenção pedagógica era demonstrar a capacidade de restauração de uma planta a favor do solo, em repouso temporário. Assim, essa aula sobre restauração da fertilidade do solo serviu como base para muitas discussões sobre a teoria imposta pela agricultura puramente química. O princípio do fornecimento de nutrientes a partir de uma atividade biológica parte da teoria de que um componente natural (planta) não atua somente nos nutrientes químicos, mas também no condicionamento da estrutura porosa do solo e na ativação biológica que torna o solo, efetivamente, mais produtivo. São aulas assim que abordam o uso da tecnologia agrícola sob uma perspectiva integrada e holística. Mas, a partir desse exemplo, a discussão aqui se desdobra para um nível um pouco mais amplo, que ultrapassa nos...
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O PODER DA ESCRITA: quando escudo e espada se combinam em uma crônica

Propósito de quem escreve   Um dia de aula Quando vivi no exterior, sem dominar adequadamente a língua local, eu era um verdadeiro analfabeto, mesmo sendo graduado em nível superior no meu país de origem. Ali, costumava pensar: “No meu país eu sei falar e escrever”, e era essa a minha maior motivação e esperança para o meu regresso. Depois de muito tempo, no final de uma aula — dentre tantas ao longo de um ano letivo —, uma aluna me revelou que queria saber como escrever bem. Para um professor, o estudante que sabe escrever é aquele que, normalmente, não deixa dúvidas sobre seu aprendizado em uma questão discursiva; aquele que domina, pelo menos, as técnicas básicas da língua pátria. Mas, após o episódio, observei que não era bem essa a resposta que a aluna queria, e nem a melhor que eu poderia ter dado. Isso me fez refletir e observar, de fato, o que é uma boa escrita.   O coração da escrita Existem várias formas com as quais formamos nossos pensamentos. Uma del...

HORIZONTE DA ESPERANÇA: Nossas falsas tábuas de salvação

A reprodução do mal necessário   Nada está bom Imaginando se a esperança ainda é uma força motivadora ou uma mortificação do ego produtivista, vem a lembrança recente de fatos e convivências em que o embate ideológico, afetado por paradigmas predominantes, nos coloca diante da reprodução de um modo engessado de escolher nossos caminhos, pessoas e bolhas de convivência. Quando um dia me perguntaram se eu estava onde queria estar, com a clara intenção provocativa de me dizer: "você não escolhe nada, o mundo te impõe estar aqui", uma convicção muito forte, ao invés de se enfraquecer, se fortaleceu. Estava a fazer um curso cujo ingresso nos dava duas opções: usar os próprios títulos para alcançar o nível superior da carreira ou fazer dois anos de curso com direito a afastamento remunerado, sob o compromisso de elaborar um artigo na área de ensino e aprendizagem. Portanto, quem não tinha a titulação fez o curso integral; e quem não queria se dedicar aos dois anos de estudo...
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