Inspirações incontroláveis Mês de agosto Nossa aprendizagem, em vários contextos, sempre tem um custo além do lado financeiro — o custo da dor, da vergonha, da indignação, da impotência. Quantos de nós nunca fomos surpreendidos por uma doença, uma limitação adquirida — perda de visão, audição, coordenação motora ou equilíbrio mental — no meio de uma batalha? A autocobrança, muitas vezes, só acaba piorando nosso quadro clínico. Será que estamos sendo coerentes com nossa natureza humana? Dar um testemunho sobre os tortuosos caminhos da sabedoria da vida sempre tem algo a ver com o nosso autoconhecimento. Se a grande força da ilusão é o medo, a maior força do desamparo humano é a humildade que qualquer um de nós pode escolher para aprender o valor da vida — o grande empréstimo de Deus. Quando aprendemos com nossas dores e sofrimentos, descobrimos nossos talentos (nosso sal) e percebemos que não nos são dados à toa. Seria muito raso o propósito de nossas vidas neste mundo s...
Individualidade ou individualismo A igualdade conveniente Quem nunca ouviu, especialmente em um ambiente corporativo, esta sentença tão prática: “ninguém é insubstituível”? Embora realmente sejamos passageiros neste mundo, e o sol renasça a cada dia sem nós, e, sim, existam pessoas que se achem o último biscoito do pacote, vivemos em um único patamar funcional que acaba misturando nossa concepção entre individualidade — no sentido da autêntica essência — e diferenças pessoais, que dependem das conveniências. Quando somos úteis por nossas capacidades únicas, criatividade, empenho e dedicação, e o grupo precisa, o mundo está a nossos pés; mas, sob a perspectiva de um observador externo, promover a autenticidade e, ao mesmo tempo, limitar a individualidade é um flagrante caso de interesse por interesse, nas relações de troca tão comuns no nosso dia a dia. Entretanto, podemos levantar uma questão crítica que merece um pouco mais de reflexão, pois incide sobre uma perspectiv...