Agronomia e a proficiência ética humanista A lógica do reducionismo Uma das formações mais completas, em nível profissional, no sentido de mercado de trabalho é a agronomia. Dizem que para um professor chegar ao seu melhor desempenho em ministrar uma aula leva em torno de 5 anos. Um agrônomo leva em torno de 20 anos para ser considerado alguém com alta proficiência geral, em nível de altas habilidades e competência para lidar com o universo composto pelo solo, plantas e o ambiente. A maturidade profissional só é plenamente alcançada quando o conhecimento técnico se funde a uma sensibilidade ética e humana. Isto não significa que proficiência é o momento de parar de estudar, de manter o fio condutor da aprendizagem lá do início da formação. Cada profissional, naturalmente, possui seu método de interpretação, seu pensamento agronômico que, por sua vez, é formado pela qualidade de convivência, de interações com outros profissionais e, embora possa parecer ilógico, de uma per...
Funcionar não significa contribuir Ser igual a todo mundo Certa vez, um sujeito me disse que era violento. Mas, contextualizando, ele se referia ao modo capitalista de ser. Alguém com uma visão combativa, agressiva, competente e eficiente a ponto de conseguir passar por cima de quem quisesse, ou se aproveitar da fraqueza de qualquer pessoa que cruzasse sua frente. Para ele, ser violento era a forma de dizer que era totalmente encaixado no sistema da selvageria que o sistema do lucro pelo lucro exige. Dentre tantos discursos ideológicos, também ouvi pessoas dizendo que o mundo era assim e quem não se adapta a este regime, ou não tem estômago para ser “violento”, sempre vai ser um fracassado, um fraco e excluído. Por isso, seja por sujeição aos padrões frios, lógicos e altamente racionalizados — inclusive sob a argumentação de que a grande lei da vida é a lei do mais forte —, desde jovem, algo me dizia que nada disso fazia sentido para uma existência mais completa, com mais...