A falácia do bem contra o mal O modelo da cadeia trófica Partindo de uma observação da natureza em relação às interações biológicas entre várias espécies — desde seres unicelulares até os grandes animais e plantas — dentro de uma cadeia trófica, temos os produtores primários (vegetais), os consumidores primários (herbívoros) e os predadores (controladores naturais). Na natureza, os consumidores não existiriam sem o mundo vegetal; portanto, tampouco os predadores. Nesta análise, as espécies herbívoras prosperaram retirando nutrientes das plantas, portanto, indiretamente, acessando o ar e a terra através delas. Assim, no mundo natural, existe uma dinâmica de interdependências em que cada nível trófico expressa suas restrições no ecossistema — desde as mais autônomas, como as plantas, até as mais dependentes, como os parasitas. Neste modelo da cadeia trófica, nada parecia se comparar ao poder dos predadores, à sua capacidade de caça, força, agilidade e impiedade. Se imag...
As ilusões automáticas Programados pelo passado Quando jovem, assisti ao famoso filme Matrix . Naquela época, a narrativa muito bem elaborada abordava o momento em que um grande sistema entrava em conflito. Quem era da área de informática, logo imaginou aquele instante inesperado em que um programa colide com um erro imprevisto. Hoje, nós, usuários comuns da tecnologia da informação, vivenciamos algo parecido quando uma máquina tenta responder a algo relacionado à verdadeira vida. Grandes estudiosos descrevem o processamento de dados como algo baseado estritamente no que já existe e foi acumulado ao longo da história. A matriz possível de ser criada com base binária dificilmente consegue responder ao desconhecido, àquilo que ainda nunca aconteceu. Nossos melhores programas são apenas simuladores sofisticados que repetem o que já está cadastrado no gigantesco banco de dados mundial. Alguns, ironicamente, até denominam este processamento mecânico e esta memória fria com...