O fluxo contínuo O arquétipo de gente de verdade Quando analisamos o contexto de nossa sociedade, nossa natureza humana é realçada em seus lados opostos, ou seja, nosso lado bom e o ruim; e, normalmente, os tomamos como matéria-prima para produzirmos nossos egos funcionais, descaradamente polarizados para servir a interesses do jogo da exploração do homem pelo homem, que só faz sentido porque não se inventou outra forma de “civilizar” este mundo (a nossa desculpa). A grande tragédia existencial é que, em nosso tempo dedicado ao produtivismo e à subserviência ao jogo do ganha e perde entre seres humanos, estamos chegando à extinção do significado da vida por falta de autoconhecimento. Não à toa, em relação às nossas jovens gerações, estamos cada vez mais preocupados com sua proteção diante do recrudescimento do jogo de poder, da sedução e do sequestro de suas vidas pelo sistema da competição ensandecida. Esta civilização moderna já atingiu níveis letais de selvageria. O ...
Leis naturais transcendentais A ilusão do controle A vida, como algo retilíneo, é irreal! A vida não é reta, mas cheia de curvas. Costumo orientar estudantes sobre a ideia de planejamento como algo que é feito para ser mudado ao longo da implementação de um projeto. Isto porque, a partir do momento em que colocamos as mãos na massa, a fluidez dos elementos concretos com nossa perspectiva teórica se mescla em um movimento inevitável. Portanto, planejar sair de uma condição A para outra B não é um caminho reto. As curvas representam as reviravoltas, os imprevistos, as crises e também as surpresas, boas ou ruins, que mudam o nosso rumo sem aviso prévio. Assim como a estrada da vida não é reta, somos forçados a desacelerar nas curvas, mudar de direção e nos adaptar em nossos projetos. É o desvio do caminho original que, muitas vezes, traz o maior aprendizado e amadurecimento. A essa metodologia teórico-prática de vivência curricular, dou o nome de “Ativação do Movimento Teóri...