O fim está no próximo quilômetro O risco das estradas Na minha rotina como professor, durante minha jornada, também nas estradas, sempre testemunho o desfecho de muitas imprudências, falta de habilidade e bom senso na direção, ao longo dos meus 21 anos de viagens diárias — totalizando 140 km de ida e volta. Não nego que também já cometi muitas manobras arriscadas em minha rotina, a mais de 100 km/h desde as 5h30 da manhã, como muitas outras pessoas neste mesmo itinerário. Sempre agradeço pelos livramentos e pela Provisão Divina em momentos de dificuldades. Muitas vezes, o risco não se dá somente por imprudência direta, mas por uma falha mecânica inesperada; desde um pneu furado até falhas em freios, motor e panes elétricas fazem parte do cardápio. Embora muitos de nós não o admitamos, também enfrentamos dias em que não estamos bem de saúde. Quando isto se soma às neblinas ou chuvas intensas, ao ofuscamento da visão pelo sol ou por faróis altos de motoristas mal-educados, ...
Agronomia e a proficiência ética humanista A lógica do reducionismo Uma das formações mais completas, em nível profissional, no sentido de mercado de trabalho é a agronomia. Dizem que para um professor chegar ao seu melhor desempenho em ministrar uma aula leva em torno de 5 anos. Um agrônomo leva em torno de 20 anos para ser considerado alguém com alta proficiência geral, em nível de altas habilidades e competência para lidar com o universo composto pelo solo, plantas e o ambiente. A maturidade profissional só é plenamente alcançada quando o conhecimento técnico se funde a uma sensibilidade ética e humana. Isto não significa que proficiência é o momento de parar de estudar, de manter o fio condutor da aprendizagem lá do início da formação. Cada profissional, naturalmente, possui seu método de interpretação, seu pensamento agronômico que, por sua vez, é formado pela qualidade de convivência, de interações com outros profissionais e, embora possa parecer ilógico, de uma per...