> JORNADA DA ESCRITA: Reflexões sobre Autoconhecimento e Gratidão Pular para o conteúdo principal

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CORAÇÕES ABERTOS: as mortificações do ego libertam o coração

  As dores da negação   No silêncio da exclusão A dor da exclusão ou da rejeição nunca foi e nunca será fácil. Somente pessoas que já viveram algum tipo de rejeição — como, por exemplo, serem discriminadas pela aparência, pelas posses, pela descendência ou pela ignorância em algum assunto, não importa o motivo —, sofreram um sentimento de dúvida momentâneos e até vergonha, até perceberem que o que sentiram na pele foi o fato de que nunca foram bem-vindas ou aceitas, por serem o que são. Nossa personalidade, nossos trejeitos, nossos pensamentos e nossos hábitos são continuamente julgados pela opinião externa e, a depender do ambiente de convívio, isso nos leva mais para o baixo astral do que para a elevação do pensamento. Isso é mais comum do que gostamos de admitir. Muitos de nós, transferimos nossa própria insegurança e medo do não pertencimento, colocando em outras pessoas aquilo que nós mesmos não encontramos em nós, para sermos incluídos nas bolhas. O problema é qu...
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O TRABALHO EDUCA: um ensaio sobre o propósito humanista do trabalho

  A vida não é um jogo de lucros   A velocidade da transcendência Em minha jornada docente, costumo dizer aos jovens que ninguém nasce sabendo e que precisamos nos libertar desta pressão para dar respostas imediatas a tudo, ao invés de não admitirmos que não sabemos. Não há nada mais brutal do que forçar um indivíduo a saber tudo. Primeiro, porque isto é uma utopia; segundo, porque esta pressão é uma insanidade imposta por um sistema de ilusões e de exploração do ser humano. O desconhecimento não é algo para ser criticado, mas o verdadeiro gatilho para motivar a vontade de aprender, encontrar respostas e sair do mundo da ignorância; e não o contrário, motivo para vergonha, estigmatizações e preconceitos. Para isso, estudamos e vivenciamos experiências. Neste contexto, um mundo que menospreza a formação humana e a troca pela formação utilitária é o responsável pelo encurtamento precoce de vidas e de suas verdadeiras missões neste mundo, por meio de prazos apertados e cr...

FENÔMENOS: a grande força trabalhando por si

  O tempo e o destino   Calando a mente Quando parti pela primeira vez para o mundo, me descreveram que somente uma música da época representava aquele momento para quem ficou. Poderia ser uma breve despedida, mas também poderia ser definitiva. Para onde eu iria, não havia como adivinhar o futuro; não haveria como me encontrar quando alguém, porventura, sentisse minha falta. Mesmo depois, quando retornei, apenas aquela música conseguia expressar a força do silêncio que nos uniu enquanto estive ausente. Existe uma sensação de saciedade no silêncio da mente! Quando não é necessário tentar traduzir o infinito do momento presente. Deixar a mente livre e solta não significa imobilidade existencial, mas o contrário, significa vivenciar o fenômeno da vida. Sabemos que nosso sangue continua levando o oxigênio para nosso corpo todo e por isso, mecanismos mentais não voluntários continuam processando essa vivência, a qual pode ser tão grande que mal podemos expressar em símbolos...

LEVEZA DA ALMA: quando tudo acabar

  A vida que gostaríamos de viver   Descontentamentos Todos os dias ao chegar em nossos destinos diários, procuramos o sentido do que pretendemos realizar ao longo do dia. Pode ser um breve momento de concentração, uma reunião de alinhamento ou um momento de respiro antes de começar. Quando nos atiramos ao fazer, esquecendo passado e futuro, conseguimos focar naquilo que precisamos realizar, dando continuidade a um projeto iniciado ou projetando ações futuras. Normalmente, orbitamos em torno de tudo aquilo que nos motiva, que nos desafia, que nos impulsiona a vivenciar o que, de fato, nos extrai capacidades potenciais, que aprimora nosso próprio fazer até o ponto que, transitoriamente, nos deixe satisfeitos com o resultado. Mas, normalmente, isto envolve tentativas que tanto podem dar certo quanto errado e isto significa que o conjunto de nossas habilidades e talentos precisa ser dominado a cada instante, a cada nova situação. Isso nos leva a uma realidade concreta q...

A VOZ DO SILÊNCIO: nem a angústia alcança a paz interior

  A constância como caminho   A vida é o que é Talvez, o maior luxo que uma pessoa possa usufruir nesta vida moderna seja poder utilizar o tempo para observar, silenciar a mente e conversar com sua voz interior. Isto é um luxo pois, no cotidiano, a maior parte de nós se sente obrigada a seguir um ritual de compromissos, projetos e coisas menores como cronogramas e busca de mais ocupações além das que gostaríamos de assumir, verdadeiramente. Entretanto, se tomarmos como perspectiva inicial a de que buscar paz interior significa fugir da realidade ou conformar-se com tudo, estaríamos cometendo um grave erro. Nosso silêncio, neste contexto, não é um vácuo, mas um momento de reencontro com nossa essência. É o erro de deixarmos de ser quem somos diante do universo de aprendizagens para o qual fomos destinados pela existência. No cerne, mesmo que nem busquemos o conhecimento, até a inexistência dele nos ensina o quanto a ignorância nos induz a pensar de forma errática. A ignor...