Não aceite desistir O mundo não nos quer Quantas vezes você sentiu que era alguém indesejado? Já foi discriminado por sua origem? Já foi isolado e escarnecido por pessoas dos mais altos níveis de uma hierarquia local ou de apreço afetivo de uma bolha? Já lhe transmitiram a mensagem de que você é um motivo de vergonha por ser quem é e como é? Já desejou fugir ou desistir? O comportamento discriminatório no mundo moderno independe do lugar em que estamos, e este fenômeno está amplificado pelas redes sociais e pela generalização de preconceitos, o que tem gerado segmentações por classes e bolhas humanas, muitas vezes afetadas pelo radicalismo, por paradigmas e ideologias dominantes. A tecnocracia, a judicialização e a polarização política são ferramentas globalizadas, tanto para o controle social como para o recrudescimento de movimentos discriminatórios, o que tolhe a autoexpressão dos indivíduos. Neste contexto, a lógica é desistir, abandonar ou entregar os pontos...
A importância de respeitar o próprio ritmo Nosso tempo é finito A sensação contínua de que estamos atrasados, fora do cronograma, é um sintoma clássico dos tempos modernos em que vivenciamos uma rotina inflexível de obrigações diárias, sobrevivência e contas a pagar. Outro exemplo é o fato de que muitas pessoas desperdiçam seus melhores anos e fases da vida, confinando-se em sua própria bolha de crenças e preconceitos, sem se darem conta que seu último pôr do sol, está mais próximo do que acreditam. Ainda é algo a ser compreendido o que podemos chamar de fenômeno da estupidificação da existência humana, a partir da simplificação do pensamento e da decadência cultural, a partir da repetição e perpetuação de um modelo de vida incompatível com o ritmo de nossa essência. Sob um enganoso discurso de eficiência, vivenciamos um momento histórico de passividade e acomodação em massa, em que o pensamento se tornou escalável, porém, menos reflexivo. O que já não conseguimo...