A constância como caminho A vida é o que é Talvez, o maior luxo que uma pessoa possa usufruir nesta vida moderna seja poder utilizar o tempo para observar, silenciar a mente e conversar com sua voz interior. Isto é um luxo pois, no cotidiano, a maior parte de nós se sente obrigada a seguir um ritual de compromissos, projetos e coisas menores como cronogramas e busca de mais ocupações além das que gostaríamos de assumir, verdadeiramente. Entretanto, se tomarmos como perspectiva inicial a de que buscar paz interior significa fugir da realidade ou conformar-se com tudo, estaríamos cometendo um grave erro. Nosso silêncio, neste contexto, não é um vácuo, mas um momento de reencontro com nossa essência. É o erro de deixarmos de ser quem somos diante do universo de aprendizagens para o qual fomos destinados pela existência. No cerne, mesmo que nem busquemos o conhecimento, até a inexistência dele nos ensina o quanto a ignorância nos induz a pensar de forma errática. A ignor...
A serenidade no horizonte A caminho do horizonte Quando termina um dia de trabalho, ainda é preciso chegar em casa. A rotina só termina, de fato, quando chegamos ao portão de nossos lares e enfim, podemos entrar em frequência de relaxamento. Mas, embora não seja um privilégio possível a todas as pessoas, muitos de nós podemos vislumbrar o horizonte, o pôr do sol diante de nós, enquanto nos deslocamos em nossos trajetos diários. Ao deslocarmos nosso foco do asfalto para o horizonte, podemos observar lampejos de nossa consciência mais profunda. Podemos passar no mesmo caminho todos os dias, sem perceber algo incrível como o fato de que as imagens do horizonte não se repetem. Cada céu tem sua identidade própria e, a cada dia, nos acompanha mandando mensagens de serenidade, contrastando com toda mazela que nos cerca, especialmente, em ambientes tóxicos impregnados de manipulações, jogos de poder, disputa de vaidades e todo tipo de assédio contra a dignidade, frutos da ...