O tempo e o destino Calando a mente Quando parti pela primeira vez para o mundo, me descreveram que somente uma música da época representava aquele momento para quem ficou. Poderia ser uma breve despedida, mas também poderia ser definitiva. Para onde eu iria, não havia como adivinhar o futuro; não haveria como me encontrar quando alguém, porventura, sentisse minha falta. Mesmo depois, quando retornei, apenas aquela música conseguia expressar a força do silêncio que nos uniu enquanto estive ausente. Existe uma sensação de saciedade no silêncio da mente! Quando não é necessário tentar traduzir o infinito do momento presente. Deixar a mente livre e solta não significa imobilidade existencial, mas o contrário, significa vivenciar o fenômeno da vida. Sabemos que nosso sangue continua levando o oxigênio para nosso corpo todo e por isso, mecanismos mentais não voluntários continuam processando essa vivência, a qual pode ser tão grande que mal podemos expressar em símbolos...
A vida que gostaríamos de viver Descontentamentos Todos os dias ao chegar em nossos destinos diários, procuramos o sentido do que pretendemos realizar ao longo do dia. Pode ser um breve momento de concentração, uma reunião de alinhamento ou um momento de respiro antes de começar. Quando nos atiramos ao fazer, esquecendo passado e futuro, conseguimos focar naquilo que precisamos realizar, dando continuidade a um projeto iniciado ou projetando ações futuras. Normalmente, orbitamos em torno de tudo aquilo que nos motiva, que nos desafia, que nos impulsiona a vivenciar o que, de fato, nos extrai capacidades potenciais, que aprimora nosso próprio fazer até o ponto que, transitoriamente, nos deixe satisfeitos com o resultado. Mas, normalmente, isto envolve tentativas que tanto podem dar certo quanto errado e isto significa que o conjunto de nossas habilidades e talentos precisa ser dominado a cada instante, a cada nova situação. Isso nos leva a uma realidade concreta q...