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Mostrando postagens com o rótulo AUTOCONHECIMENTO

A FOTOSSÍNTESE DA ALMA: Nosso Poder Regenerativo

O fluxo contínuo   O arquétipo de gente de verdade Quando analisamos o contexto de nossa sociedade, nossa natureza humana é realçada em seus lados opostos, ou seja, nosso lado bom e o ruim; e, normalmente, os tomamos como matéria-prima para produzirmos nossos egos funcionais, descaradamente polarizados para servir a interesses do jogo da exploração do homem pelo homem, que só faz sentido porque não se inventou outra forma de “civilizar” este mundo (a nossa desculpa). A grande tragédia existencial é que, em nosso tempo dedicado ao produtivismo e à subserviência ao jogo do ganha e perde entre seres humanos, estamos chegando à extinção do significado da vida por falta de autoconhecimento. Não à toa, em relação às nossas jovens gerações, estamos cada vez mais preocupados com sua proteção diante do recrudescimento do jogo de poder, da sedução e do sequestro de suas vidas pelo sistema da competição ensandecida. Esta civilização moderna já atingiu níveis letais de selvageria. O ...

O Jogo Mórbido do Sucesso: Cinismo, conformismo e a ilusão de vencer sozinho

Funcionar não significa contribuir   Ser igual a todo mundo Certa vez, um sujeito me disse que era violento. Mas, contextualizando, ele se referia ao modo capitalista de ser. Alguém com uma visão combativa, agressiva, competente e eficiente a ponto de conseguir passar por cima de quem quisesse, ou se aproveitar da fraqueza de qualquer pessoa que cruzasse sua frente. Para ele, ser violento era a forma de dizer que era totalmente encaixado no sistema da selvageria que o sistema do lucro pelo lucro exige. Dentre tantos discursos ideológicos, também ouvi pessoas dizendo que o mundo era assim e quem não se adapta a este regime, ou não tem estômago para ser “violento”, sempre vai ser um fracassado, um fraco e excluído. Por isso, seja por sujeição aos padrões frios, lógicos e altamente racionalizados — inclusive sob a argumentação de que a grande lei da vida é a lei do mais forte —, desde jovem, algo me dizia que nada disso fazia sentido para uma existência mais completa, com mais...

ANOTAÇÕES DA MADRUGADA: mentes inquietas

Inspirações incontroláveis   Mês de agosto Nossa aprendizagem, em vários contextos, sempre tem um custo além do lado financeiro — o custo da dor, da vergonha, da indignação, da impotência. Quantos de nós nunca fomos surpreendidos por uma doença, uma limitação adquirida — perda de visão, audição, coordenação motora ou equilíbrio mental — no meio de uma batalha? A autocobrança, muitas vezes, só acaba piorando nosso quadro clínico. Será que estamos sendo coerentes com nossa natureza humana? Dar um testemunho sobre os tortuosos caminhos da sabedoria da vida sempre tem algo a ver com o nosso autoconhecimento. Se a grande força da ilusão é o medo, a maior força do desamparo humano é a humildade que qualquer um de nós pode escolher para aprender o valor da vida — o grande empréstimo de Deus. Quando aprendemos com nossas dores e sofrimentos, descobrimos nossos talentos (nosso sal) e percebemos que não nos são dados à toa. Seria muito raso o propósito de nossas vidas neste mundo s...

O ESTIGMA DA INTELIGÊNCIA: autocobrança e comparações

A pressão do “ser inteligente”   O papel das escolas Quando criança, minha mãe me dizia: Se não conseguir ser o primeiro da classe, no mínimo, ande com os melhores da turma! Será que ela sabia que seu filho não era um gênio, em meio a tantos orientais excepcionais em desempenho escolar? Lembro-me de ter testemunhado casos de pessoas em minha cidade natal, que conseguiram passar em lugares muito concorridos como, por exemplo, no Instituto Tecnológico da Aeronáutica, um feito fora de série, considerando-se as limitações daquela época. Ao mesmo tempo, naquela escola de outros tempos, lembro-me de um estigma comum para quem tinha traços orientais, de que sempre éramos ótimos estudantes. Descontando-se as discriminações gratuitas – que perduram até hoje –, era algo muito sério carregar um rótulo social, ligado à capacidade intelectual. Hoje parece besteira pensar nessa responsabilidade de ser um ótimo estudante, tendo em vista que nem os professores têm o mesmo valor de antes. H...
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