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Mostrando postagens com o rótulo AUTOCONHECIMENTO

PALAVRAS LETAIS: quando o nada é o destino

A inteligência mal utilizada   Fobia da desaprovação Ao observar pessoas sob pressão todos os dias, no trabalho ou em uma rotina diária, podemos compreender o quanto o uso da palavra, muitas vezes em silêncio — denunciado no comportamento corporal —, se mostra como uma reação defensiva, como busca de proteção e como escudo contra ofensas, inimizades ou ataques gratuitos. Um estudante vive pressionado pela rotina escolar, onde, contrariamente ao que alguém que nunca estudou imagina, não são as provas, os prazos para trabalhos e o cronograma de aulas os verdadeiros algozes da paz interior, mas a autocobrança. O mundo dos estudos, por si só, é um universo onde a disciplina e a capacidade reflexiva são básicas para a aprendizagem e para o desenvolvimento cognitivo que possibilite a compreensão e, depois, a expressão própria do conhecimento formal humano, em seus diferentes contextos e formas. Por exemplo, quando um trabalho em grupo exige a participação e o estudo de um conte...

REFERÊNCIAS: nossos erros e acertos

Passageiros do tempo   Nossas perdas Alguns filósofos contemporâneos versam sobre o desapego e a capacidade de restaurar propósitos existenciais a partir do sofrimento espiritual provocado pela intensidade da sociedade acelerada atual. Talvez, sem sabermos, aceleramos a nós mesmos na ânsia de encontrarmos mais significados naquilo que estamos fazendo, seja nos períodos de trabalho, seja em nossos momentos mais íntimos de reflexão. Buscamos nossas melhores referências quando nos sentimos solitários em meio à multidão interconectada e, normalmente, somos sequestrados pelas distrações das sensações superficiais e das satisfações emocionais imediatas, quase sempre enganosas no sentido de que servem mais como anestésicos do que como cura real — se é que esta seja possível. Talvez o fato de nos sentirmos cansados da monotonia de nossas funções sociais, servis a um sistema montado para o produtivismo sem limite, nos force a nos viciarmos nessas distrações que em nada se refletem...

A FOTOSSÍNTESE DA ALMA: Nosso Poder Regenerativo

O fluxo contínuo   O arquétipo de gente de verdade Quando analisamos o contexto de nossa sociedade, nossa natureza humana é realçada em seus lados opostos, ou seja, nosso lado bom e o ruim; e, normalmente, os tomamos como matéria-prima para produzirmos nossos egos funcionais, descaradamente polarizados para servir a interesses do jogo da exploração do homem pelo homem, que só faz sentido porque não se inventou outra forma de “civilizar” este mundo (a nossa desculpa). A grande tragédia existencial é que, em nosso tempo dedicado ao produtivismo e à subserviência ao jogo do ganha e perde entre seres humanos, estamos chegando à extinção do significado da vida por falta de autoconhecimento. Não à toa, em relação às nossas jovens gerações, estamos cada vez mais preocupados com sua proteção diante do recrudescimento do jogo de poder, da sedução e do sequestro de suas vidas pelo sistema da competição ensandecida. Esta civilização moderna já atingiu níveis letais de selvageria. O ...

O Jogo Mórbido do Sucesso: Cinismo, conformismo e a ilusão de vencer sozinho

Funcionar não significa contribuir   Ser igual a todo mundo Certa vez, um sujeito me disse que era violento. Mas, contextualizando, ele se referia ao modo capitalista de ser. Alguém com uma visão combativa, agressiva, competente e eficiente a ponto de conseguir passar por cima de quem quisesse, ou se aproveitar da fraqueza de qualquer pessoa que cruzasse sua frente. Para ele, ser violento era a forma de dizer que era totalmente encaixado no sistema da selvageria que o sistema do lucro pelo lucro exige. Dentre tantos discursos ideológicos, também ouvi pessoas dizendo que o mundo era assim e quem não se adapta a este regime, ou não tem estômago para ser “violento”, sempre vai ser um fracassado, um fraco e excluído. Por isso, seja por sujeição aos padrões frios, lógicos e altamente racionalizados — inclusive sob a argumentação de que a grande lei da vida é a lei do mais forte —, desde jovem, algo me dizia que nada disso fazia sentido para uma existência mais completa, com mais...

ANOTAÇÕES DA MADRUGADA: mentes inquietas

Inspirações incontroláveis   Mês de agosto Nossa aprendizagem, em vários contextos, sempre tem um custo além do lado financeiro — o custo da dor, da vergonha, da indignação, da impotência. Quantos de nós nunca fomos surpreendidos por uma doença, uma limitação adquirida — perda de visão, audição, coordenação motora ou equilíbrio mental — no meio de uma batalha? A autocobrança, muitas vezes, só acaba piorando nosso quadro clínico. Será que estamos sendo coerentes com nossa natureza humana? Dar um testemunho sobre os tortuosos caminhos da sabedoria da vida sempre tem algo a ver com o nosso autoconhecimento. Se a grande força da ilusão é o medo, a maior força do desamparo humano é a humildade que qualquer um de nós pode escolher para aprender o valor da vida — o grande empréstimo de Deus. Quando aprendemos com nossas dores e sofrimentos, descobrimos nossos talentos (nosso sal) e percebemos que não nos são dados à toa. Seria muito raso o propósito de nossas vidas neste mundo s...
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