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Mostrando postagens de 2026

EXTERMÍNIO DO PENSAMENTO: bom senso e coerência diante da IA

A praticidade letal   A incoerência estressante Desde muito jovem, sempre tive uma certa repulsa natural a todo tipo de autossabotagem a que pessoas inteligentes e capazes que conheci simplesmente se entregavam. Esta autossabotagem servia para se esconderem de responsabilidades, para não enfrentarem desafios ou mesmo para tirarem vantagem usando uma muleta como desculpa para atraírem a compaixão para si — em situações em que não era a falta de capacidade ou deficiência real, mas um jeito muito estranho de ganhar pertencimento, favores e, mais tarde, comodidades e privilégios no mundo do trabalho. Hoje temos a Inteligência Artificial, que funciona como uma nova "muleta" tecnológica. É estranho, primeiro porque, agindo assim, quem nasce com um talento e o reconhece em si mostra ingratidão à própria Fonte que lhe concedeu o talento — o Criador de todas as coisas —; e segundo porque, ao invés de exercer seu potencial, prefere adotar o lema: o mundo é dos espertos (malandr...

A PRESSÃO DE SER: sem tempo não somos nada

Existir por existir   Quem somos Quando havia tempo para absorvermos o que o mundo nos dizia, por exemplo, na infância, tudo era experimentação. Desde como era o sabor de uma laranja ou maçã até o que significava valores, comportamentos, pensamentos, o que era certo e errado. A partir do momento em que tudo isso nos fez gerar crenças, comportamentos e hábitos, enquanto, ao mesmo tempo, nos conhecíamos interiormente como seres existentes passamos a entrar em conflito com a realidade, pois de nossas crenças, surgiram nossos desejos e vontades. Embora uma parte de nosso potencial para desenvolver habilidades humanas dependa da forma como o mundo se apresenta a nós — somada à nossa maneira de perceber a realidade, agir e até sentir —, há também a influência direta de nossa biologia e de nossos genes. No entanto, o que importava era aquela consciência de que estávamos absorvendo o mundo. Não sabíamos falar como falamos quando adultos, não fazíamos associações entre a memória de ...

GOSTO PELO FAZER: a relação entre o fazer e o ser

Percepção da vida   Viver para sentir Certa vez me perguntaram se gosto do que faço. É uma pergunta difícil, pois pode ser respondida sob diferentes perspectivas, como: Refere-se ao retorno financeiro? Tem a ver com o prazer no que faço? Significa realização profissional e pessoal? Tem a ver com minha essência humana? Traz orgulho ou gratidão? Honra meu nome de família ou não? Traz respeito próprio? Traz sofrimentos e dores? Enfim, a pergunta que sintetiza todas essas indagações seria: gostamos de estar onde estamos, fazendo o que precisa ser feito? Na verdade, uma boa resposta para o momento depende de condicionantes. Mas, a partir do momento em que colocamos condições — as quais nem sempre estão disponíveis —, a resposta normalmente tende para uma negativa. Mas a pergunta que precisamos responder para nós mesmos seria: onde estaríamos e o que estaríamos fazendo se não estivéssemos exatamente onde vivemos nossas jornadas diárias? Será que estaríamos produzindo algo? Esta...

O DESPERTAR DO TALENTO: tudo ao seu devido tempo

Discernindo talentos   Traços do talento humano O mundo corre. Corre tanto que já nem sabe mais para onde vai. Nessa pressa cega, fomos condicionados a medir o valor dos nossos dias pela régua fria da produtividade — pela utilidade imediata daquilo que entregamos. A engrenagem atual exige que sejamos vitrines ambulantes. Que disputemos espaço, compitamos, nos exponhamos de forma espetacular. O problema é que esse ruído diário anestesia. Apaga os contornos do que nasce sem alarde. Esquecemos, aos poucos, que o legítimo talento humano não brota no clique instantâneo dos algoritmos, mas no tempo de maturação da terra. Devagar. Silencioso. Profundo. Resgatar o que nos torna singulares exige um ato de insubordinação mental. Significa fechar os olhos para os rankings de vaidade, ignorar os valores de mercado e acolher, simplesmente, a vida em carne e osso. Há uma beleza esquecida na autoralidade das gentes de verdade — aquelas que deixam sua marca nas pequenas ações do cotidiano,...

CONVERSANDO COM A IA: a criatividade analógica contra as limitações das máquinas

  A jornada da Produção Literária na era digital   Ferramentas Modernas Se há algo que nos impede de realizar coisas é a falta de ferramentas. Costumo dizer que uma ferramenta de boa qualidade, para quem domina um ofício, é o melhor dos mundos. Neste contexto, para um escritor, a maior dificuldade não está em escrever em si, pois este componente é intrínseco a cada pessoa, com sua inspiração, interpretação e forma de enxergar a realidade. No meu caso, costumo escrever crônicas semanais e já sentia, há algum tempo, a necessidade de fazer uma compilação das últimas produções publicadas em rede digital. Foi assim que fiz com meus dois primeiros livros: compilações manuais no computador pessoal, onde montei toda a sequência de artigos iniciais, antes publicados em redes sociais. Após acumular mais de 120 artigos, a tarefa de organizar os artigos, revisá-los um a um e, especialmente, ordená-los sob uma linha condutora que permitisse fluidez e sem trair o rastro autoral dos ...
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