A Essência da Vida e o Autocontrole Atitudinal
Atitudes criativas
Quando
reservamos tempo para explorar nossa criatividade, nos damos a oportunidade de
desenvolver nossos talentos pessoais, em prol de algo mais significativo que
realmente satisfaça nossa natureza e essência. Este autocontrole atitudinal
é fundamental para enfrentarmos os reais desafios que nos surgem, como superar
obstáculos e vivermos nossas missões ou, simplesmente, seguir em paz em nossas
jornadas existenciais.
Somos
originalmente “equipados” com corpo, espírito e mente para usufruirmos desta
experiência única que é viver a vida, escolhendo o lado da maior Força Divina, ligada
à nossa dimensão metafísica, ao mistério da vida e aos nossos destinos que
transcendem o tempo e o espaço.
Para
isto, o simples fato de pararmos para respirar, esquecermos o passado ou
o futuro e voltarmos para o momento presente, já é algo suficiente para nos
livrar do peso da ansiedade. Melhor ainda, com esta atitude podemos nos
reconectar com o sentimento de gratidão que nos restaurar e nos reequilibrar.
Uma
das atitudes mais eficazes contra a automatização do pensamento seria
nos concentrarmos naquilo que já possuímos e não naquilo que não temos, pois,
muitas coisas que já temos vale muito mais do que aquilo que não possuímos,
como por exemplo, nossa saúde, nossos livramentos e nosso pedaço de céu para
observar!
Por
fim, podemos também aceitar nosso destino com docilidade, como aprendizes a
cada momento, a cada situação, mesmo que não entendamos de imediato.
As Trilhas do Conhecimento: Ciência, Filosofia e Sabedoria
Podemos ampliar nossa capacidade de
pensamento pelo acesso ao conhecimento produzido, mas precisamos fazer nosso
próprio trabalho de estudo e reflexão, pois nossa realidade é transitória e
dinâmica, queiramos ou não. Os caminhos mais comuns para nosso conhecimento
são:
a) A ciência utilitária que, para responder às
demandas do mundo da sobrevivência, precisa investigar a qual universo pertence
seus objetos de estudo. O acervo do conhecimento científico se encontra tanto
nos mais refinados trabalhos intelectuais de nossas gerações passadas, quanto
através das experiências empíricas ainda não comprovadas.
Neste mundo científico e empírico, adotamos métodos
específicos e funcionais para chegarmos às respostas esperadas. É assim que a
humanidade tem chegado a resultados e conclusões, com o objetivo de compreender
parte do universo que nos cerca, em um processo onde dirigirmos o conhecimento
para aquilo que queremos explorar.
b) A análise filosófica questionadora, que
analisa a própria construção do pensamento humano. Embora também seja baseada
em produções humanas, inclui nossa subjetividade, nossa individualidade e nossa
razão de ser. Tem seu valor por constituir uma poderosa fonte de saberes, pois
nos instiga a nos questionar sempre: Por que fazemos o que fazemos? Qual
motivação nos conduz? Quais as consequências do pensamento humano?
c) A vivência e as experiências de vida, que
nos trazem a sabedoria, a qual parece não seguir uma receita
pronta, mas que pode nos guiar a novos saberes e avanços rumo ao horizonte da
existência humana.
Assim, utilizamos para compreendermos o
mundo a produção de conhecimentos e suas tendências, que acabam esclarecendo,
dirigindo e renovando nossas perspectivas de realidade, para construir nosso
universo de pensamentos e de interpretações que nos auxiliam a resolver nossos
problemas mais imediatos.
Mas, não podemos esquecer que o conhecimento
científico e filosófico, muitas vezes acaba sendo subjugado pelo modus
operandi obsoleto das organizações sociais. Por exemplo, embora a ciência
busque resultados funcionais, ela frequentemente se torna "refém do poder
que dita as regras do jogo da sobrevivência".
O Modus Operandi Social e as Barreiras da Criatividade
Ao longo de nossas vidas, formulamos
hipóteses, testamos ideias, comprovamos fatos e realizamos feitos de todas as
naturezas. Mas, a vida nos confronta com uma contínua contradição, que é o
desequilíbrio entre o que a sobrevivência nos exige em termos de habilidades e
talentos e aquilo que realmente queremos fazer com nosso tempo.
Para sobreviver, muitos abdicam da própria
evolução para se manter funcional no obsoleto modus operandi de uma
organização social incapaz de ofertar oportunidades reais para uma vida digna a todos os 8 bilhões de seres humanos da terra. Esta organização
acaba engessando nossas vidas em um formato predefinido.
Sim, há contradições que se fazem presentes
quando tentamos pertencer às organizações sociais, que se refletem em causas e
efeitos de nossas ações humanas, mesmo que não as aprovemos. Por exemplo, a
sobrevivência nos exige habilidades como capacidade competitiva, um certo
grau de egoísmo e até uma certa agressividade para conquistar um lugar ao sol.
Por mais que sejamos eticamente contrários à
“tríade funcional” do dinheiro, do sexo e do poder, quem nunca trilhou ou foi
permissivo neste caminho, para ampliar sua capacidade de sobreviver?
O Dilema Humano: Entre a Necessidade e a Completude Existencial
O que mais nos faz falta é o discernimento
entre o que a vida nos exige como adequação ao convívio social, com suas
regras, valores e princípios, de caráter funcional e utilitário, e aquilo que
advém de nossos anseios de completude existencial.
Neste contexto, onde ficam as possibilidades
de realização individual? A autonomia no processo criativo nasce de uma
liberdade relativa de fazer algo diferente e inédito, conforme o tempo e espaço
presente, aonde predomina um paradigma criador dos conhecimentos disponíveis.
Mas, tudo o que aprendemos em nosso momento histórico se conecta aos nossos
questionamentos filosóficos mais críticos, de fato?
Nossa participação no jogo da sobrevivência é
uma consequência tanto de desejos mais instintivos como de nossos pensamentos
mais elaborados! As conquistas da humanidade custaram sacrifícios e sujeições
de bilhões de pessoas que manteve este jogo de poder que nunca foi justo nem
pacífico, nem espontâneo.
As regras do jogo da sobrevivência, criadas
pelos próprios seres humanos, infelizmente, estão baseadas em vaidades, ambições, orgulhos e
dominações.
A Força do Autoconhecimento e o Resgate da Esperança
A jornada do autoconhecimento nos
permite questionar o próprio mundo do conhecimento humano, posto como definidor
do sentido da existência e do propósito humano. Isto é uma meia verdade, pois a
sobrevivência é muito simplória para aplacar os desejos humanos. O ser humano
sempre quer mais significado para sua existência plena! A pergunta que
precisamos enfrentar seria: Será que neste mundo de hoje, ainda podemos ter
esperança de termos uma realidade melhor para nós todos?
Parece simplista demais, mas o pensamentohumano é o gerador de novas realidades e a grande força motriz transformador de
vontades, criador de energia vital e consciência sobre as forças negativas que,
normalmente, nos acometem quando estamos sem perspectivas de futuro.
A primeira grande ação seria dizer um
estrondoso não às ambições sem limites, interromper a degradação do pensamento
ético e promover a consciência sobre nossa própria capacidade de
escolha, de acessar a sabedoria que guia a vida de cada um de nós.
Se todo o conhecimento produzido até hoje não
resolveu grande parte de nossos problemas existenciais, será que é ainda não falta
algum conhecimento maior? Será que podemos confiar no conhecimento produzido em
nosso tempo? Não está na hora de resgatar o ceticismo contra todo o pragmatismo
funcional de nossa ciência, refém do poder que dita as regras do jogo da sobrevivência?
Esta pergunta fica em aberto, sem respostas
definitivas, mas a maior reflexão é sobre o quanto a nossa essência será capaz
de criar caminhos alternativos! Será que nosso poder tecnológico atual não
poderia auxiliar o ser humano a cumprir sua missão de "evoluir
verdadeiramente junto ao Criador"? Como nosso poder criativo, poderia
ampliar as possibilidades de uma um mundo mais justo e menos agressivo contra
nosso próprio viver?
Conclusão
Evolução e Transcendência: O Encontro com o Criador
Diante
da constatação de que nossas trajetórias são frequentemente subjugadas pelas
urgências da sobrevivência, torna-se imperativo interrompermos o constante
atropelo de nossa própria existência para que possamos, finalmente, viver com
plenitude. Essa mudança de postura depende diretamente de despertarmos nosso
poder de pensamento criativo, para atribuir um significado real à brevidade da
jornada que nos foi concedida. Em última análise, nossa missão transcende o
jogo de poder e o pragmatismo das organizações sociais; fomos concebidos para processo
evolutivo, agindo como seres detentores de corpo, espírito e mente em nossa
caminhada de transcendência junto ao Criador da vida e do Universo.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
1. O que é o "autocontrole
atitudinal" e qual sua importância?
O autocontrole atitudinal refere-se à
reserva de tempo para explorar a criatividade e desenvolver talentos pessoais
em prol de algo significativo que satisfaça a nossa essência. Ele é considerado
essencial para enfrentar desafios reais, superar obstáculos e permitir
que o indivíduo siga em paz em sua jornada existencial.
2. Quais práticas simples são sugeridas nas
fontes para reduzir a ansiedade?
O simples ato de parar para respirar,
esquecer o passado ou o futuro e focar no momento presente é suficiente para
livrar o ser humano do peso da ansiedade. Além disso, essa atitude permite uma
reconexão com o sentimento de gratidão, que atua na restauração e no
reequilíbrio individual.
3. Com quais elementos o ser humano é
originalmente "equipado" para viver?
De acordo com o texto, somos equipados com corpo,
espírito e mente. Esse conjunto permite usufruir da experiência única da
vida e escolher a conexão com uma Força Divina que transcende o tempo e
o espaço.
4. Quais são as três trilhas de conhecimento
descritas na obra?
Os caminhos comuns para o conhecimento são a ciência
utilitária, que responde às demandas da sobrevivência; a análise
filosófica questionadora, que investiga a construção do pensamento e a
subjetividade; e a sabedoria, derivada das vivências e experiências de
vida.
5. Como o modus operandi das
organizações sociais afeta o conhecimento científico?
A fonte indica que o conhecimento científico
e filosófico é frequentemente subjugado por modelos sociais obsoletos.
Mesmo quando busca resultados funcionais, a ciência acaba tornando-se "refém
do poder que dita as regras do jogo da sobrevivência".
6. O que o autor define como a "tríade
funcional" da sobrevivência?
A "tríade funcional" é composta por
dinheiro, sexo e poder. O texto sugere que, embora muitos sejam
eticamente contrários a esses pilares, a necessidade de sobrevivência muitas
vezes leva as pessoas a trilharem ou serem permissivas com esses caminhos para
"conquistar um lugar ao sol".
7. Qual é a principal contradição enfrentada
pelo ser humano em sua rotina?
A vida impõe o desequilíbrio entre as
habilidades exigidas pela sobrevivência (como competitividade e egoísmo)
e o que o indivíduo realmente deseja fazer com seu tempo para sua
evolução pessoal. Muitos abdicam da própria evolução para se manterem
funcionais em uma organização social que engessa a vida em formatos
predefinidos.
8. Por que a sobrevivência é considerada
"simplória demais" para os desejos humanos?
A jornada do autoconhecimento revela que a
sobrevivência, baseada em instintos e regras de vaidade ou ambição, não é
suficiente para aplacar a alma humana. O ser humano busca constantemente mais
significado e completude existencial para sua existência plena.
9. Qual é o papel do pensamento humano na
criação da realidade?
O pensamento humano é descrito como o gerador
de novas realidades e a força motriz que transforma vontades e cria energia
vital. Ele é a ferramenta necessária para promover a consciência sobre a
capacidade de escolha e interromper a degradação ética.
10. Qual é a missão final do ser humano
segundo a conclusão do texto?
A missão final é interrompermos
o constante atropelo de nossa própria existência e evoluir verdadeiramente como seres detentores de corpo,
espírito e mente, junto ao Criador de todas as coisas. Isso envolve
utilizar nosso poder de pensamento criativo para atribuir um significado
real à brevidade da jornada que nos foi concedida.
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