O oásis do silêncio A desaceleração como direito Como a maior parte das pessoas inseridas no mercado de trabalho, nossas jornadas começam às cinco da manhã e terminam perto da sete da noite. Para nós, que precisamos manter o foco no cotidiano e nos trajetos diários, é necessário um esforço extra para encontrar um lugar ao sol, não no sentido de pertencimento obrigatório das bolhas sociais, mas para expressar a própria autoralidade, em meio às insanidades de um sistema que nos trata com máquinas e não seres humanos. Para que isto ocorra, não podemos nos enganar achando que aquilo que nos propomos a fazer é para alguém assistir ou aplaudir. É algo que precisa estar conectado ao nosso próprio ser, como agente vivo que é obrigado a se autoconhecer ao longo da jornada da vida. Isso é o que chamamos, experiência de vida. Não importa o quanto as pessoas menosprezem nossas atividades ou profissões, pois nosso melhor nunca o será para uma sociedade pautada pela ilusão da pe...