Cuide-se contra a prepotência humana
Sujeito encontrado no topo do mundo
Certa
vez, um sujeito alcançou o topo do mundo! Ao contrário de sentir completude,
sentiu-se só e vazio por dentro. Naquele momento, ele teve três escolhas
possíveis: descer do topo pois já não havia mais nenhuma altura a superar,
sentar-se e olhar as pessoas de cima ou buscar algo mais elevado. No fim, descobriu lá mesmo que não precisaria ter se esforçado tanto para subir aquela montanha,
pois a última e verdadeira opção era elevar-se para um patamar mais elevado de sua própria existência.
Esta pequena
estória apenas serve para ilustrar o quanto nosso mundo valoriza mais o ego do
que a essência humana. E, talvez, a maior decepção daquele sujeito tenha sido a
compreensão de que qualquer pessoa pode atingir maiores patamares existenciais,
sem precisar subir uma montanha. Mas então, o que é atingir o topo na vida?
O mundo é limitado, o ser humano não
Entretanto,
se nossa vida é destinada ao aprendizado, não seria um contrassenso acreditar que
alguém possa atingir o máximo desenvolvimento possível nesta vida? Até hoje só
existiu um Grande Ser que fez isso e ninguém mais, em toda a nossa história como espécie humana.
Aparentemente,
o bom senso nos coloca uma realidade: viemos para viver, fechar ciclos de
aprendizagem no tempo de cada um e no prazo de vida terrena de cada um. Mas,
onde aprendemos isto? Simplesmente observando a natureza que é regida por ciclos, a qual é
equilibrada pois está harmoniosamente ligada à organização de um Plano Maior,
que envolve toda a vida existente. Como se explica isto? Simples, porque a
natureza é fruto do Criador de Todas as Coisas.
É por
isso que uma vida de ilusões materiais, ganâncias e vaidades baseadas na
prepotência humana, traz a sensação de vazio e falta de sentido na vida.
Completude humana
Qualquer
um de nós nesta terra está longe da completude e perfeição. Saber imitar,
copiar e seguir moldes colocados por paradigmas dominantes muitas vezes nos
fecha a mente com falsas certezas. Entretanto, é preciso coragem
para questionar o porquê e para quê servem as certezas.
Provavelmente,
a fraqueza dos prepotentes seja fruto de seus atos falhos, que os impedem de
aprenderem lições significativas, durante toda a vida. Pessoas prepotentes são
cegas para as oportunidades de aprendizagem. Somado a isto, ainda possuem uma
grande dificuldade para compreender coisas simples, como por exemplo: o fato de
que tudo nesta vida acontece conforme uma integração natural de nossos destinos
com um Grande Plano de Existência.
Assim,
ao nos desapegamos de nossas próprias certezas e abrimos a mente para a
aprendizagem a nós reservada, em nossas jornadas solitárias, nos tornamos mais dóceis
e sinceros para com nós mesmos e para com outras pessoas.
Como nos proteger da prepotência humana
Quando
permitimos nossa conexão com a Sabedoria, cuja fonte é o Criador de todas as
coisas, acessamos aquela consciência, intrínseca a cada um de nós, que nos
permite analisar e discernir aquilo que advém das inúmeras doutrinações
terrenas, daqueles saberes que são realmente edificantes para nossas vidas. Contudo, isto é
uma questão de escolha individual, seja pela baixeza ou pela completude de
nossa existência.
Portanto,
uma das escolhas possíveis na vida é buscar sentido e significado à nossa própria
existência, ao invés de escolhermos uma vida de subserviência a valores mundanos, nem sempre dignificantes.
Nós
temos, desde que nascemos, uma capacidade de conexão intencional com a Fonte de
Sabedoria, a qual nos é dada para que possamos enxergar este mundo à distância,
analisarmos suas contradições e fazer nossas escolhas e isso nos lembra que
precisamos dar valor às nossas próprias origens.
É possível recuperar o tempo perdido
Enquanto
acordarmos vivos, significa que temos um novo presente para retomar nosso
desenvolvimento real, em sintonia com nossa essência. Isto exige firmeza,
uma vontade muito grande de fazer a vida valer a pena ser vivida.
Não é
segredo, não há receita mágica, nem precisamos ter superpoderes para mudarmos
nossas más escolhas, pois isto está previsto no Grande Plano do Criador. É a
completude Dele que nos serve de guia para aprendermos infinitamente e, neste
ponto, seria até falta de gratidão de nossa parte para com Ele, desperdiçar
nosso tempo com superficialidades, e críticas vazias.
Cada
um tem uma oportunidade para crescer e amadurecer, desde que se permita ser transformado
pela poda educativa
da vida. Sentiremos a dor do amadurecimento e até sofreremos individualmente
com nossas experiências e vivências, até entendermos que é para o nosso bem e
não o contrário, aquilo que o destino nos reserva.
Viver um dia de cada vez e seguir em frente, mesmo com dúvidas, não é nada
vergonhoso. É uma forma sincera, empática e corajosa para nos encontrarmos com a
completude verdadeira, acima de qualquer topo ilusório existente neste mundo.
Conclusão
Não
importa o quanto sejamos atacados pela prepotência deste mundo, sejamos
discretos ao lidarmos com a intolerância, a truculência e insensatez em nosso dia a dia. Não nascemos para seguir doutrinas egocêntricas e não precisamos abdicar
de nossa dignidade humana. Contudo, precisamos tomar partido para o que é edificante
para nós e para o nosso próximo.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
1. Por
que alcançar o "topo do mundo" em termos materiais ou de ego pode
resultar em um sentimento de vazio?
Alcançar
o topo do mundo sem uma elevação da própria existência gera solidão e
vazio porque a sociedade frequentemente valoriza mais o ego do que a
essência humana. Quando o indivíduo foca apenas em superar alturas
externas, percebe que o verdadeiro patamar existencial não exige a escalada de
uma montanha física, mas sim uma mudança interna.
2. É
possível para um ser humano atingir o desenvolvimento máximo ou a perfeição
nesta vida?
A
fonte indica que o ser humano é limitado e que apenas um "Grande Ser"
atingiu o desenvolvimento máximo em toda a nossa história. A realidade humana é
a de viver e fechar ciclos de aprendizagem no tempo e prazo de cada um,
estando todos ainda longe da completude e perfeição.
3.
Qual é a relação entre a natureza e o Plano Maior mencionado no texto?
A
natureza serve como um exemplo de equilíbrio e organização, pois é regida por
ciclos harmoniosamente ligados a um Plano Maior. Ela é descrita como
fruto do Criador de Todas as Coisas, e observá-la nos ajuda a entender
que a vida humana também segue uma integração natural com esse plano.
4. O
que causa a sensação de falta de sentido na vida moderna?
A
falta de sentido e o vazio existencial são frutos de uma vida voltada para ilusões
materiais, ganâncias e vaidades baseadas na prepotência humana. Além disso,
seguir cegamente paradigmas dominantes e moldes sociais pode fechar a mente
para o que realmente importa.
5.
Como a prepotência humana impede o crescimento individual?
Pessoas
prepotentes tornam-se cegas para as oportunidades de aprendizagem e têm
grande dificuldade em compreender a simplicidade da vida e a integração com o
destino. Seus "atos falhos" as impedem de aprender lições
significativas ao longo da jornada.
6. De
que forma podemos nos proteger da prepotência e das doutrinações mundanas?
A
proteção vem da conexão com a Sabedoria, cuja fonte é o Criador. Essa
conexão permite acessar uma consciência intrínseca que nos dá discernimento
para distinguir o que é meramente uma doutrinação terrena daquilo que é realmente
edificante para nossas vidas.
7.
Qual é a importância de questionar as próprias "certezas"?
Questionar
o porquê das certezas e dos paradigmas dominantes é um ato de coragem que nos
permite abrir a mente para a aprendizagem reservada em nossas jornadas.
Ao nos desapegarmos dessas certezas, tornamo-nos mais dóceis e sinceros
conosco.
8.
Ainda é possível mudar o rumo da vida se tivermos feito más escolhas no
passado?
Sim, o
texto afirma que enquanto acordarmos vivos, temos um "novo
presente" para retomar o desenvolvimento real em sintonia com nossa
essência. Não é necessária uma receita mágica, mas sim firmeza e vontade de
fazer a vida valer a pena, corrigindo escolhas sob a guia do Criador.
9. O
que significa a "poda educativa da vida"?
A
"poda educativa" refere-se ao processo de amadurecimento e
crescimento que, embora possa envolver dor e sofrimento individual, é
necessário para o nosso próprio bem. É através desse processo que entendemos o
que o destino nos reserva e evoluímos.
10.
Como devemos lidar com a intolerância e a prepotência alheia no dia a dia?
Devemos ser discretos ao lidar com a intolerância e a truculência, sem
abdicar de nossa dignidade humana. O objetivo não é seguir doutrinas, mas sim
tomar partido do que é edificante para nós e para o próximo, buscando
uma vida de significado em vez de subserviência.

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