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PESSOAS ROMANTICAS: o impossível é o limite

Romantismo

 

O preço do romantismo

Bons motivos para sofrer

Se existe pobreza neste mundo, a maior delas é morrer sem ter amado de verdade! O romantismo, embora possa parecer uma fuga da realidade, é algo ligado à libertação de sentimentos e emoções pessoais. Mas como podemos identificar uma pessoa romântica?

Normalmente, é algo que se observa nos olhos de alguém! Todos nós flutuamos entre o bem e o mal, entre o egoísmo e o altruísmo, entre a delicadeza e a brutalidade em nossas jornadas, para fazer frente às mazelas do mundo. Isso significa que a pessoa romântica muitas vezes está escondida pelos egos de fachada, necessários para enfrentar o mundo cão! Assim, pessoas românticas são com uma agulha no palheiro!

Mas é nos olhos de uma pessoa romântica, que podemos enxergar aquela tristeza misturada com esperança, aquele brilho que se destaca, silenciosamente, em meio ao puritanismo e às hipocrisias da sociedade. Os caminhos de uma pessoa romântica normalmente são solitários, silenciosos repletos de detalhes singelos, delicados e verdadeiros! Não saber lidar ou decidir sobre o romantismo que assedia qualquer pessoa em um determinado ponto da vida, depende do caráter de cada indivíduo e das surpresa de seu próprio "destino".

O mundo racional, lógico e monetizado pouco valoriza este tipo de ser humano! Eis aí, um dos mais fortes argumentos que justificam o sofrimento dos idealistas, dos apaixonados e dos líderes libertadores. Por isto, ser romântico tem seu bônus e seu ônus, um bônus validado por uma dedicação sincera e incondicional e o ônus de trazer a ambiguidade de um poder tanto construtivo como destrutivo, a depender do que o destino prepara para cada pessoa. O romantismo é uma capacidade inerente que pode se manifestar em diferentes relações.

Quem nunca ouviu falar das mais dramáticas histórias de amor? Desde aquelas platônicas até as correspondidas, que perpetuaram os sentimentos mais puros e bonitos que um ser humano pode vivenciar. Neste contexto específico, entre duas almas, viver uma paixão pode ser tão intenso que uma vida pode ser dividida antes e depois de um grande romance! Não importa como termina, nem se continua em outra forma de amor, mas sempre será única em uma vida toda.

 

A sublimação do amor humano

Para quem já viveu sua grande paixão romântica e para quem ainda viverá a sua, há uma afirmação que pode abrir os horizontes para uma reflexão importante, nestes tempos de desumanização e ganâncias irrefreadas. Pessoas românticas são, acima de qualquer coisa, pessoas corajosas e conscientes o suficiente, para assumir o sofrimento pessoal que virá com seu modo de ver o mundo e as pessoas.

A princípio, pode ser uma perspectiva de vida fadada à infelicidade, pois o recado da realidade posta é: não há lugar para pessoas românticas neste mundo totalmente voltado para a sobrevivência material, de trabalho inesgotável e de ordenamento pré-estabelecido.

Mas, quem nunca experimentou o romantismo, dificilmente compreenderá que é esta realidade posta, que acaba se sublimando nos corações românticos, algo tão grande que chega ao limite do impossível, e que atribui ao indivíduo um poder de ampliar sua própria visão de mundo e superar a prepotência, o egocentrismo e a autocomiseração. A sublimação vem com o simples reconhecimento da mediocridade e ignorância de nós mesmos, sobre a capacidade de amar outro ser humano, de verdade!

Neste contexto, o romantismo, pode funcionar como um farol em uma tempestade: ele oferece uma luz intensa e orientadora que se destaca na escuridão do materialismo. Mas manter essa chama acesa exige o sacrifício de enfrentar os ventos do sofrimento e a manutenção constante de uma coragem que desafia a lógica racional do oceano ao seu redor.

 

Aos românticos do mundo moderno

Neste nível de reflexão, cabe um aviso aos românticos! Ser romântico não é uma promessa de perfeição, pois sempre estaremos envolvidos com o “modus operandi” deste mundo moderno. Sempre vivenciaremos a descrença gradual no ser humano, algo que só aumenta com o passar dos tempos, nesta sociedade adoecida pelo medo constante, pela insegurança e pela insana busca das satisfações imediatas.

Entretanto, nem tudo está perdido, pois ainda podemos reconhecer pessoas deste universo romântico. O sonho do amor perfeito ainda persiste, entre milhares de seres humanos. Mas, por outro lado, haverá pessoas que jamais sentirão o sabor doce e amargo de uma paixão romântica, por exemplo. São aquelas pessoas racionais demais, práticas demais ou até medrosas demais, que jamais assumirão o risco de uma grande paixão! O problema da paixão, que é um fenômeno dentre os românticos, é que logo de cara exige uma coragem atípica, que supera a falta de autoconfiança, bloqueios psicológicos ou mesmo a própria condição de sobrevivência.

Se por um lado, entregar-se a uma paixão, correspondida ou não, significa enfrentar algo no limite do impossível, algo impensável e temerário, desde os primórdios da humanidade racionalista, por outro, a paixão sempre foi e será um trampolim para alavancar uma pessoa a fazer coisas que jamais faria em sã consciência por outra pessoa. Existe liberdade maior do que isto? É uma decisão ou escolha em ser feliz, plenamente!

Desde quando, trocamos a possibilidade de viver sorrindo sozinho, cantarolando sem motivo algum, diante de outras pessoas, à luz de um amor distante, por uma postura sisuda, fria e sem sal? Por isso, existe um quê de saudosismo de outros tempos em que, por exemplo, a funcionalidade do ser humano não estava a serviço de um utilitarismo exacerbado, mas a um viver amoroso que nada tinha a ver com status, curtidas ou aprovação externa. Amar era o ideal máximo, além das aparências!

Por isto, se alguém for do tipo "ajustadinho", que jamais se aproxime de uma pessoa romântica! Ela o levará a querer ser alguém de verdade, que pode contrariar aquele ego construído para viver o mundo cão como ele é e sempre foi!

 

Idealismo romântico

Para quem tem coragem e um pouco de loucura na mente, no sentido de não ser aquele ser normalizado pela sociedade, todo certinho, puritano e hipócrita, apresentamos aqui uma saída: acredite em seus sonhos, não se amarre a preconceitos e crenças que limitam seus desejos humanos sinceros e verdadeiros!

Querer um espaço no coração das pessoas, sem segundas intenções ou deixar um legado que preencha as lacunas existenciais, que ampare o desespero do isolamento, da falta de empatia e da falta de humanidade não é um pecado! Apenas precisamos saber que isto terá um custo em nossa reputação de seres civilizados e normais, que obedecem à ordem estabelecida pelas etiquetas de comportamento e utilidade para o sistema.

O romantismo ainda vive e viverá enquanto o idealismo dos românticos existir, para sustentar a contraposição ao ser humano automatizado e programado para servir à máquina da reprodução do status quo, nem sempre aberto para seres humanos verdadeiros, autênticos e sinceros.

Sim, esta é uma ideia quase utópica, mas é uma das poucas opções para se acreditar na relação entre almas neste mundo que, inclusive, mantém a esperança no ser humano, concebido sob uma perspectiva maior, superior e mais elevada do ponto de vista existencial, de fato!

Quando tratamos de almas, isto supera reputações mundanas, integrando-se mais à missão espiritual de cada um de nós para com outro ser humano, em um relacionamento que dispensa a opinião e os preconceitos externos. É algo ligado a um propósito com a qual nascemos, acima de convenções simplesmente humanas e incompletas.

 

Conclusão

Em suma, ser romântico no mundo moderno não é uma fuga ingênua, mas um ato de resistência e coragem contra a automatização do ser humano. Embora o sistema tente enquadrar o indivíduo em um utilitarismo exacerbado voltado apenas para o status e o sucesso mundano, o romântico opta por sustentar uma contraposição ao "status quo", mantendo-se autêntico e sincero.

Essa jornada, como vimos, funciona como um farol em uma tempestade: uma luz orientadora que, embora exija o sacrifício de enfrentar os ventos do sofrimento, impede que a alma se perca na escuridão do materialismo. Ao aceitar o bônus e o ônus dessa escolha, o indivíduo transcende a mediocridade e a ignorância sobre a própria capacidade de amar, elevando sua existência a uma missão espiritual que dispensa aprovações externas ou preconceitos.

Portanto, o romantismo permanece como a última fronteira da esperança no ser humano, provando que, acima das convenções incompletas da sociedade, ainda é possível encontrar a libertação através de uma relação entre almas que seja, de fato, elevada e verdadeira. Escolher esse caminho é, em última instância, o desafio de querer ser alguém de verdade em um mundo que prefere egos de fachada.


PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. Como o texto define o romantismo e qual sua principal característica?

O romantismo é definido como algo ligado à libertação de sentimentos e emoções pessoais. Mais do que um comportamento isolado, ele é descrito como uma capacidade inerente que pode se manifestar em diferentes relações ao longo da vida.

2. De que forma é possível identificar uma pessoa romântica na sociedade?

A identificação geralmente ocorre através do olhar, onde se observa uma "tristeza misturada com esperança" e um brilho silencioso que se destaca em meio à hipocrisia social. Muitas vezes, esse indivíduo esconde sua verdadeira natureza sob "egos de fachada" para enfrentar as dificuldades do mundo cotidiano.

3. Qual é o principal conflito entre o mundo moderno e o ser humano romântico?

O mundo racional, lógico e monetizado pouco valoriza o idealista, pois a realidade atual é voltada quase exclusivamente para a sobrevivência material, o trabalho inesgotável e o utilitarismo. O romântico, portanto, vive em uma constante contraposição ao "status quo" e ao ser humano automatizado.

4. O que significa o "bônus e o ônus" de ser uma pessoa romântica?

O bônus reside na capacidade de uma dedicação sincera e incondicional aos sentimentos. Já o ônus é a necessidade de assumir o sofrimento pessoal decorrente de sua visão de mundo, além de lidar com um poder que pode ser tanto construtivo quanto destrutivo, dependendo do destino.

5. Como a metáfora do "farol" ilustra a posição do romântico na sociedade?

O romantismo funciona como um "farol em uma tempestade", oferecendo uma luz intensa e orientadora que brilha na escuridão do materialismo. Contudo, manter essa chama acesa exige o sacrifício de enfrentar ventos de sofrimento e uma coragem que desafia a lógica racional.

6. O que o texto descreve como a "sublimação do amor humano"?

A sublimação ocorre quando o coração romântico consegue ampliar sua visão de mundo e superar a prepotência, o egocentrismo e a autocomiseração. Esse processo nasce do reconhecimento da nossa própria mediocridade e ignorância sobre a verdadeira capacidade de amar outro ser humano.

7. Por que a paixão é considerada um ato de coragem atípica?

Porque ela exige que o indivíduo supere bloqueios psicológicos, a falta de autoconfiança e até a própria condição de sobrevivência. Entregar-se a uma paixão é visto como um trampolim que alavanca a pessoa a realizar atos que jamais faria em sã consciência.

8. Qual é o "custo" social de viver de acordo com o idealismo romântico?

O custo é a perda da reputação de ser um "ser civilizado e normal" perante o sistema. O romântico escolhe acreditar em sonhos e desejos verdadeiros, o que muitas vezes o coloca fora das etiquetas de comportamento e utilidade estabelecidas pela sociedade.

9. Por que o autor faz a advertência provocativa de "jamais se aproximar de uma pessoa romântica"?

A advertência ocorre porque o convívio com um romântico levará o outro a querer ser "alguém de verdade". Isso pode entrar em conflito direto com o ego construído artificialmente para sobreviver ao "mundo cão", provocando uma crise na identidade moldada pelo sistema.

10. O que representa a "relação entre almas" mencionada na conclusão?

Representa uma perspectiva existencial superior que supera reputações mundanas e convenções humanas incompletas. É descrita como uma missão espiritual de conexão com o outro, que dispensa a aprovação externa, o status, as curtidas ou os preconceitos da sociedade moderna.


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Assista a um vídeo anime explicativo deste texto, dentre outros, clicando AQUI


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