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RESTAURAÇÃO: O RESET IMPRESCINDÍVEL

 

Restauração

Esqueça o controle

 

Transcendência humana

Por que trocamos a grandeza da vida pela mediocridade? Seriam as forças negativas mais potentes que nossa existência, ou permitimos que o status e as posses definissem nossa métrica de valor? Ao perder o propósito interno, o indivíduo passa a buscar preenchimento no consumo desenfreado, tornando-se dependente das soluções (produtos e distrações) vendidas pelo sistema.

A vida sem significado e sentido é um produto rentável para o sistema? Se tudo precisa dar lucro, como podemos assumir um amor verdadeiro pelo próximo? Como podemos ter amizades desinteressadas? Como podemos educar as novas gerações para ascenderem à dignidade da vida neste mundo? Será que tudo se reduz aos interesses individuais, aos ganhos pessoais e ao medo da escassez como se não valêssemos nada, a ponto de nos submetermos a joguinhos de posse e poder mundanos?

Parece que as pessoas estão perdendo o significado da transcendência humana. Sair de si próprio e projetar uma vida em que não é preciso reinventar o respeito próprio, travestir a própria personalidade com modismos fúteis, ofender aquilo vem junto à essência de cada um de nós. Nem os próprios talentos escapam (cuja origem não se explica pelo conceito da propriedade), tamanha a obsessão pela tríade do dinheiro, do sexo e do poder.

 

Ferramentas de controle

A falta de perspectiva e o encarceramento do pensamento das bolhas sociais são disseminadas por grupos privilegiados pelo poder, os grandes parasitas humanos, que fazem da necessidade instintiva da sobrevivência um tipo de gatilho para a sua manipulação cultural. Esses parasitas são aqueles que se alimentam da energia vital e da ignorância alheia para manter estruturas de poder, operando através da manipulação cultural e do aleijamento cognitivo.

Esta manipulação se manifesta na forma de controles em que o principal deles é a informação seletiva do conhecimento, com o objetivo de incapacitar as pessoas para não enxergarem as mazelas e a destruição causadas pelo egoísmo, pela ganância e pela mentira. Entre os incautos grandes players do sistema, não há nada mais importante na vida do que poder concentrar seu poder para controlar as massas, e as manterem cativas de seus próprios interesses egoístas.

Este jogo promove a lei da vantagem e do interesse, uma lavagem cerebral que objetiva a adoção das regras e leis escusas de um sistema desumanizador, para evitar que as pessoas compreendam as leis naturais que regem a vida e o poder criativo da mente humana.

 

Uma nova perspectiva

O conhecimento é uma ferramenta de controle neste mundo. O domínio de nossas verdadeiras qualidades não é uma disciplina curricular nas escolas modernas, pois isto não é interessante por um sistema escravagista, onde a ideologia dos parasitas humanos invadiu todos os centros de produção de conhecimentos humanos, pois este tipo de educação está a serviço do jogo da exploração do homem pelo homem. Neste jogo de exploração, o conhecimento não liberta; ele domestica.

Neste contexto, a competência a ser formada é a capacidade de alguém desvirtuar talentos próprios e alheios para fins escusos, sujos e pobres, sob denominações bonitas como civilidade e comportamento político correto. Estes conceitos são usados, muitas vezes, como uma máscara técnica para esconder a falta de valores reais ou para justificar a exploração em nome da eficiência corporativa.

A não ser que seja uma escolha consciente de cada um em distribuir suas qualidades, e não os defeitos, ninguém está livre da armadilha de admitir um preço para si mesmo, em troca de benefícios, neste perigoso jogo da vida e da sobrevivência. Nós não aprendemos a ser mais fortes para transcender esta cultura social tão arraigada, esta massiva cultura de apequenamento existencial.

Esta reflexão retoma a necessidade de sairmos deste jogo, pelo menos por alguns instantes, para analisarmos outras dimensões superiores de vida, para a qual viemos vivenciar neste mundo. Mas para isto, precisamos resetar crenças impostas, neutralizar atitudes comportamentais e pensamentos advindos desta cultura de empobrecimento mental.

 

Resets

Ninguém escapa ileso desse jogo sem uma escolha deliberada. É preciso resetar crenças impostas e neutralizar o empobrecimento mental que nos cerca. Simplesmente pare e respire um pouco. o ato de respirar e sentir gratidão não é uma fuga passiva, mas um ato de rebeldia consciente contra o empobrecimento mental.

Sinta a gratidão pela vida que lhe foi concedida. Não aceite imposições enviesadas sobre a vida e dê a si próprio a liberdade para ser justo, para ser mais humano, mesmo em meio às batalhas e disputas terrenas. Compreenda a grandiosidade da vida em sua essência, vivendo e aprendendo a seu modo aquilo que eleve seus pensamentos, que colabore com o bem-estar coletivo e que destrua as crenças impostas que produzem a morte da esperança.

A nossa energia vital serve para dizermos não à corrupção de valores humanos, aos movimentos culturais contrários à preservação da dignidade, para dizermos não a toda permissividade antiética nas instâncias profissionais, para abandonarmos as crenças erráticas e distorcidas sobre nossas próprias necessidades. Para tanto, é imprescindível nos desconectarmos das fontes viciadas de informação do próprio sistema e produzirmos tempo para que nossas energias vitais se acomodem em um nível conceitual maior de humanidade.

Agir com inteligência e não com espertezas, não desrespeitar a ordem cronológica da aprendizagem e da aquisição da sabedoria pela vivência, prezar pela independência do pensamento autêntico e pela busca do aprimoramento pessoal, é dar-se o direito de ir além das plataformas monotemáticas e das ideologias e militâncias irracionais (por exemplo: dos radicalismos, do ódio e do revanchismo).

Sim, existe um preço a se pagar para adquirir amor-próprio, como por exemplo: evitar a covardia das bolhas de segurança, ter consciência dos sacrifícios decorrentes da atitude independente do sistema, suportar as desaprovações sociais por quebrar o ciclo de hipocrisias politicamente corretas, assumir do começo ao fim as próprias responsabilidades pelo que se faz, adotar atitudes autênticas e alinhadas com a ética. Desta forma, o preço não é um fardo, mas um investimento necessário para a restauração da dignidade humana.

Da mesma forma existem pessoas que empregam sua força vital para a elevação do pensamento humano, muito embora, o mundo tente abafar, estigmatizar ou até mesmo calar. Brotam no mundo como flores persistentes e difíceis de erradicar, marcando sua presença no mundo que nos cerca, em cada geração que se sucede.

Pessoas assim, deixam o perfume mais puro da alma enquanto estão conosco, e por esta razão, encontram a sabedoria que todos nós necessitamos. A sabedoria nos permite compreender o perdão, a verdadeira tolerância e a empatia. O uso da inteligência permite a busca da sabedoria e a independência de pensamento, enquanto que a esperteza  busca apenas a lei da vantagem.

 

Conclusão

Em suma, a restauração da alma e o resgate da dignidade humana deixam de ser uma escolha teórica para se tornarem uma urgência vital diante de um sistema que busca domesticar o espírito através do controle e da esperteza. Ao optarmos pelo "reset" — a rebeldia consciente da gratidão e do pensamento autêntico — desconectamo-nos do ciclo de exploração para permitir que nossa energia vital alcance um nível superior de humanidade. Afinal, pagar o preço pelo amor-próprio e pela ética não é um fardo, mas o único investimento capaz de garantir que a sabedoria continue a florescer, deixando o perfume mais puro da alma como símbolo da resistência, em cada geração.

 

PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. Por que o autor afirma que trocamos a "grandeza da vida pela mediocridade"?

Isso ocorre porque, ao perder o propósito interno, o indivíduo passa a buscar preenchimento no consumo desenfreado, tornando-se dependente de produtos e distrações vendidos pelo sistema. A vida sem significado transforma-se em um produto rentável para uma estrutura que reduz a existência ao ciclo de produzir e consumir.

2. Quem são os "parasitas humanos" mencionados no texto?

São grupos privilegiados pelo poder que se alimentam da energia vital e da ignorância alheia para manter suas estruturas. Eles utilizam a necessidade instintiva de sobrevivência como gatilho para a manipulação cultural e o aleijamento cognitivo das massas.

3. Qual é o papel da informação seletiva nesse sistema de controle?

A manipulação da informação visa incapacitar as pessoas de enxergarem a destruição causada pelo egoísmo, ganância e mentira. O objetivo é manter as massas cativas de interesses egoístas, impedindo-as de compreender as leis naturais e o poder criativo da mente humana.

4. Por que o texto afirma que, nas escolas modernas, o conhecimento "domestica" em vez de libertar?

Porque o domínio das verdadeiras qualidades humanas não faz parte do currículo, já que um indivíduo consciente não serve a um sistema escravagista. A educação atual está a serviço da exploração, focando em formar competências que desvirtuam talentos para fins escusos.

5. O que o autor entende por "comportamento político correto"?

No contexto do artigo, a civilidade e o comportamento político correto são frequentemente usados como uma máscara técnica. Eles servem para esconder a falta de valores reais ou para justificar a exploração em nome da eficiência corporativa.

6. Em que consiste o "Reset" proposto pelo autor?

O reset é uma escolha deliberada de parar, respirar e sentir gratidão pela vida, recusando-se a aceitar imposições enviesadas. Não é uma fuga passiva, mas um ato de rebeldia consciente contra o empobrecimento mental e a morte da esperança.

7. Como deve ser utilizada a nossa "energia vital"?

Ela deve ser usada para dizer não à corrupção de valores, à permissividade antiética e aos movimentos que ferem a dignidade humana. Para isso, é imprescindível desconectar-se de fontes viciadas de informação e produzir tempo para que a energia se acomode em um nível maior de humanidade.

8. Qual a diferença entre agir com "inteligência" e com "esperteza"?

A inteligência busca a sabedoria através da vivência e preza pela independência do pensamento autêntico. Já a esperteza é focada apenas na "lei da vantagem" e no interesse imediato, desrespeitando o aprimoramento pessoal.

9. Qual é o "preço" a ser pago pelo amor-próprio?

O preço envolve abandonar a covardia das bolhas de segurança, suportar desaprovações sociais por quebrar o ciclo de hipocrisias e assumir a responsabilidade total pelas próprias ações. O autor enfatiza que esse custo não é um fardo, mas um investimento necessário para a restauração da dignidade.

10. Qual é a conclusão final do artigo sobre a restauração da alma?

A restauração da alma é uma urgência vital para não sermos domesticados pelo sistema. Através da gratidão e do pensamento autêntico, é possível alcançar um nível superior de humanidade, deixando o perfume mais puro da alma como um símbolo de resistência e sabedoria para as futuras gerações.

 

Veja mais

Assista a um vídeo anime explicativo deste texto, dentre outros, clicando AQUI

 


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