O legado da sabedoria
“Pessoas libertas deixam o perfume mais puro
da alma enquanto estão conosco. É somente através do encontro com a
sabedoria autêntica que conseguimos, finalmente, compreender o perdão, a
verdadeira tolerância e a empatia profunda.”
Pague para ver
Por que as pessoas legalistas confiam tanto
nas leis humanas e desacreditam das leis naturais da vida? Será que não se
aplicam mais a leis naturais como a da semeadura, onde o “plantio” antecede a
“colheita”? A lei do retorno e da compensação onde forças contrárias se
equilibram? A lei da vivência que permite a expressão das virtudes e da
sabedoria? A lei do espelhamento da mente para o que é bom ou ruim? A lei de
nossa finitude?
Em caso de dúvida, testemos cada um de nós,
confrontando as leis naturais acima; e então veremos o que está acima da
aprendizagem curricular das escolas, do mundo acadêmico e do mundo dos
negócios. A
"escola da vida" não proporciona apenas um aprendizado passivo, mas
uma alfabetização da alma. Somente na escola da vida encontramos as lições
fundamentais para nossas vidas, as leis naturais que não são estudadas com o
intelecto, mas reconhecidas através da vivência.
Não que os conhecimentos humanos não sejam
importantes, pois são a base de nossa sobrevivência dentro de nossas bolhas
sociais, com suas regras de convivência. Contudo, embora não gostemos de
admitir, precisamos entender melhor as leis da vida, acima das leis humanas. As leis humanas são como mapas temporários e
as leis naturais como o território real. O erro de uma pessoa legalista não é
seguir a regra, mas confundir o mapa (a lei escrita) com o território (a
justiça intrínseca da vida). Isso quer dizer que se todos nós estudássemos mais
as leis naturais que regem a vida, não precisaríamos de um sistema de leis, nem
de advogados, nem juízes terrenos.
As leis humanas decorrem de nossa própria falibilidade, necessária para a construção e manutenção de uma estrutura, sabidamente, errática de recrudescimento da escassez, da competição, das disputas e da pobreza da jornada humana sobre esta terra. Falta entendimento, falta sabedoria e respeito pelo sagrado, pelo valor verdadeiro da existência. Neste contexto, a estrutura humana é errática porque tenta gerenciar a falta, enquanto as leis naturais operam sob a lógica da compensação e do equilíbrio, onde nada se perde.
Será que não percebemos quanta energia vital gastamos para
manter uma submissão cega às leis humanas nascidas no medo, enquanto poderíamos
nos alinhar às leis naturais (como a da semeadura e do retorno) nascidas na
confiança em uma ordem natural da nossa existência?
A semeadura do bem
As leis humanas não conseguem se alinhar às
leis naturais, pois são passageiras conforme dito anteriormente, para manter
estruturas e paradigmas que não passam de construções empobrecidas de sabor, de
luz e de real contentamento da alma. Em nossa sociedade moderna, nossas novas gerações
estão perdendo precioso tempo com distrações, com alienações e confinamento
ideológico.
Quando será que despertarão para a inexorabilidade
das leis naturais, enquanto vivem? Quando compreenderão que a grande obra da
vida faz parte de um ordenamento superior além da nossa rasa racionalidade? O ser
humano, na tentativa de colocar tudo em caixinhas, organizar e classificar seu
pequeno conhecimento acaba se sabotando no tempo e espaço que lhe é dado, o
qual, neste contexto, faz parte de um grande plano insondável, mas rico e
perceptível.
O mundo exterior (as leis, os conflitos, a
política) é apenas o reflexo do ordenamento interno da humanidade. Se nossa
mente está fragmentada, ela cria sistemas de leis fragmentados e complexos. Por
outro lado, se a nossa mente compreende a empatia profunda, o sistema se torna
desnecessário (Lei do espelhamento).
Esse plano responde a boas ações, responde ao
respeito, à preservação da dignidade de cada pessoa e permite a realização da
missão de cada um de nós, nesta vida. Por que existem pessoas querendo impedir
isto? Será que há maior descumprimento de leis do que impedir que um ser humano
cresça e expanda seu potencial, sua maior competência, sua história e legado?
Portanto, descumprir as leis naturais da vida
é uma grande perda de tempo, e roubar este tempo de nosso próximo é o maior de
todos os crimes. É tão difícil perceber quando estamos perdendo nosso tempo
precioso neste mundo, semeando o mal? Por que não aprendemos a respeitar o
tempo semeando o bem? Por que criamos subterfúgios para aproveitar os talentos
alheios, deixando de expressar os próprios para a edificação da vida e não da
morte? Qual o sentido de semear o mal neste mundo?
O mundo é sustentado pelo bem
Quando se trata de semear o bem, nem sempre
fica claro o que isto significa para nossa existência neste mundo. Afinal,
cuidar das próprias necessidades, garantir uma posição social, um nível de
poder ou posse neste mundo é o que se coloca como o único modo de ser. Quantas besteiras
já presenciamos por causa deste empobrecimento do conceito do existir?
Até quanto poderá chegar a estupidez humana?
Uma coisa é quando alguém não se dá o próprio valor, outra é este alguém querer passar uma
vida inteira desmerecendo o próximo para se sentir maior, querendo se apropriar
dos feitos de outra pessoa com mais talento, ao invés de espelhar este talento. Até
quando a insegurança, o medo de errar e o medo de tentar será promovido pelas
mídias, pela propaganda que se aproveita dessas fraquezas para vender soluções
milagrosas?
Será que estamos nos afastando daquele Grande
Plano porque esquecemos como plantar sementes do bem, nos conformando com as
sementes do mal? Podemos alegar que este crime é aceito por todos e que não é
nossa responsabilidade individual eliminar as sementes que nos são dadas por uma humanidade adoecida, perdida, submissa e empobrecida ao longo da sua existência
nesta terra?
Sim, existem as sementes do bem, cuja semeadura segue uma
lei simples: enquanto a escassez do mundo nos faz fraquejar diante das
recompensas imediatas, egoístas e mesquinhas, podemos semear as flores mais resistentes,
para nascer sobre o concreto da ignorância e da desesperança. Essas sementes nos são
gratuitamente fornecidas por nossa própria capacidade criativa e transformadora que,
acima de tudo, é de natureza transcendental – originada na essência e no significado de nossos
propósitos e missões, alinhadas com uma existência plena, rica e verdadeiramente
satisfatória.
Conclusão
Em última análise, despertar para as leis
naturais significa transitar do mapa ilusório das convenções humanas para o território
real da existência. O desequilíbrio que observamos no mundo exterior é apenas o
espelhamento de uma mente fragmentada que ainda tenta gerenciar a escassez
através do medo. Ao abraçarmos a "alfabetização da alma" e alinharmos
nosso propósito à lei da semeadura do bem, deixamos de ser reféns da nossa
própria falibilidade para nos tornarmos agentes de uma ordem superior e
transcendental. Afinal, em um mundo sustentado pelo bem, o maior crime é
desperdiçar o tempo finito ignorando que a nossa verdadeira missão floresce
quando decidimos, finalmente, respeitar o sagrado e colher os frutos de uma
vida plena e rica em significado.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
1. Qual é a principal diferença entre as leis
humanas e as leis naturais?
As leis humanas são descritas como
"mapas temporários", frutos da falibilidade e da necessidade de
gerenciar a escassez e o medo. Já as leis naturais representam o
"território real", sendo uma justiça intrínseca da vida que opera
sob a lógica do equilíbrio e da compensação.
2. O que o autor quer dizer com
"alfabetização da alma"?
A "alfabetização da alma" ocorre na
escola da vida, onde as lições fundamentais não são aprendidas pelo
intelecto ou currículos acadêmicos, mas sim reconhecidas através da vivência
e dos encontros e desencontros do destino.
3. Quais são os exemplos de leis naturais
citados no texto?
O texto menciona diversas leis, incluindo a lei
da semeadura (onde o plantio antecede a colheita), a lei do retorno e da
compensação, a lei da vivência, a lei do espelhamento da mente
e a lei da nossa finitude.
4. Por que o sistema de leis humano é
considerado "errático"?
Ele é considerado errático porque tenta gerenciar
a falta, a competição e as disputas nascidas do medo, enquanto as leis
naturais mantêm uma ordem onde "nada se perde" e tudo se
equilibra naturalmente.
5. O que é a "Lei do Espelhamento"
mencionada na obra?
Essa lei estabelece que o mundo exterior
(política, conflitos e leis) é um reflexo do ordenamento interno da humanidade.
Se a mente humana está fragmentada, ela cria sistemas complexos e fragmentados;
se houver empatia profunda, o sistema externo torna-se desnecessário.
6. Como o autor descreve a falha das pessoas
"legalistas"?
O erro da pessoa legalista não é seguir
regras, mas sim confundir o mapa (a lei escrita) com o território (a
realidade da vida), acreditando que as construções humanas são superiores à
ordem natural inexorável.
7. Qual é considerado o "maior de todos
os crimes"?
O maior de todos os crimes é roubar o
tempo precioso do próximo, impedindo que o ser humano cresça, expanda seu
potencial e realize sua missão e legado nesta vida.
8. Por que as leis humanas não conseguem se
alinhar perfeitamente às naturais?
Porque as leis humanas são passageiras e
mudam conforme "ventos ideológicos" ou convenções sociais,
enquanto as leis naturais fazem parte de um ordenamento superior que vai
além da nossa rasa racionalidade.
9. O que significa "semear o bem"
diante da escassez do mundo?
Significa utilizar a capacidade criativa
real e transcendental para fazer florescer propósitos e missões, mesmo
sobre o "concreto da ignorância", em vez de se conformar com
recompensas imediatas e egoístas.
10. Qual é o papel do "Grande
Plano" na existência humana?
O Grande Plano responde a boas ações, ao respeito e à preservação da dignidade, sendo um ordenamento rico e perceptível que permite a cada indivíduo realizar sua missão, apesar das tentativas humanas de classificar o conhecimento em "caixinhas".
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