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VIDA E GRATIDÃO: nossas jornadas pela vida

 

VIDA E GRATIDÃO


Não estamos perdidos

Acaso ou destino

Há momentos em que precisamos parar para refletir. Por exemplo: será que, realmente, tudo o que acontece em nossas vidas é por acaso? Ou será pelo destino? Vivemos mais sob dúvidas e incertezas do que gostamos de admitir! Podemos questionar, por exemplo, sobre qual seria a probabilidade de estarmos nos comunicando hoje, há mil anos antes? Com certeza houve um destino que possibilitou nosso nascimento e nosso encontro neste mundo.

Assim, podemos admitir que o que fazemos no presente, seria algo quase impossível de se prever, uma vez que este ineditismo está ligado ao que poderíamos chamar de surpresa do destino, algo mais ligado ao Propósito do Criador de todas as coisas, através do mistério. Somos seres únicos, colocados em um mesmo plano, porém cada qual com uma grande sorte de ter surgido neste mundo.

Portanto, o fato de estarmos presentes nesse tempo e espaço tem uma causa não compreendida por nós, em sua totalidade, mas que não deixa de ter um sentido, mesmo que não possamos explicá-lo em palavras.

Ao pensarmos nesses aspectos, nossa consciência pode nos levar à compreensão de que não temos como explicar racionalmente o princípio da vida, porém, podemos constatar que há um sentido maior, inclusive, que pode nos trazer reais motivos para sermos gratos pela bela surpresa da vida!

Por isso, aceitarmos que não conseguiremos explicar tudo até o fim de nossas vidas é admitir que somos eternos aprendizes, o que não significa que estamos perdidos neste mundo. É a própria experiência humana que nos prova que não somos abandonados pelo Criador de todas as coisas, em nenhum momento de nossas vidas.

 

A vida tem um propósito

É preciso indagar sobre aquilo que pensamos estar controlando, enquanto a verdadeira vida se desenrola. A natureza se renova, os pássaros cantam, o sol nasce e se põe, independentemente de nós estarmos aqui ou não! No aspecto de nossa humanidade, é nesta vida que conhecemos pessoas importantes para o nosso crescimento, onde encontramos a compaixão e o perdão, assim como também aprendemos a proteger, ajudar, compartilhar e amar. Ou será um simples acaso que cada um de nós possa sentir a vida e o mundo com uma percepção única?

Precisamos reservar tempo para viver a vida com fluidez, como se estivéssemos degustando cada instante e circunstância da vida. É assim quando, literalmente, degustamos uma boa comida ou bebida, especialmente, quando estamos em uma verdadeira comunhão com outras pessoas, usufruindo o momento e mais nada!

Portanto, se aqui estamos, podemos aproveitar mais nosso tempo para livrarmos nossos corações para sorrirmos, rirmos e chorarmos, pois isto é viver como um ser humano autêntico! Somos dotados de sensibilidade suficiente para perceber alguém que está sofrendo, preocupado, ansioso, com medo e é assim que também aprendemos a lidar com nossas próprias angústias e dúvidas!

Quando percebermos o quanto podemos aprender neste mundo, o tempo parece ficar mais curto! Mas, pior é quando percebemos que o tempo se foi! Estamos num momento da humanidade em que pensamentos intrusivos nos incomodam tanto que o simples existir perde espaço em nossas vidas. Quando percebemos, tudo já passou: nossa infância, nossa juventude, nosso entusiasmo, nossa missão!

 

Contribuição com Autenticidade

Talvez estejamos chegando a um momento decisivo da humanidade, onde a sinceridade com nós mesmos é a escolha que podemos fazer.

Quando percebemos as "ilusões deste mundo" que nos consomem tempo — como aparências e modismos — devemos distingui-las dos mecanismos que criamos para sobreviver. Embora construamos nossos egos para lidar com a vida material, nossa busca deve ser pela transparência e por viver sem máscaras, sem falsas fachadas, pois nossa essência exige que admitamos que a vida é muito maior que os papéis transitórios que assumimos.

A autenticidade nos impele a colocar nossas opiniões e pensamentos, especialmente quando há verdades que precisam ser ditas. Se, por um lado, existem condutas e regras aceitas passivamente em nossos grupos ou bolhas, essenciais para atender as necessidades de sobrevivência, por outro lado, essas cartilhas padrão não podem superar a relevância e o significado de nossa presença neste mundo. Nascemos com características únicas para vivenciar a vida em um nível existencial mais pleno.

Há coisas necessárias em nosso dia a dia, como o trabalho diário e as tarefas de rotina, que visam a nossa sobrevivência. Contudo, é fundamental equilibrar esta dedicação à necessidade material com a vivência de lindas experiências e o aprendizado contínuo nesta vida.

Podemos contribuir com algo valioso para este mundo ao expressarmos nossa autenticidade pela forma única de aprender, sentir e perceber a vida e as lições que absorvemos.

O verdadeiro significado de nossa presença se manifesta na simplicidade de nossas ações e atitudes, que nos conectam com nossa autenticidade: cuidar de alguém debilitado, proteger um ser vivo indefeso, preservar a natureza ou simplesmente regar um jardim. Estas ações exigem sinceridade e superam a busca pela edificação de grandes obras, frequentemente exaltados como símbolos de poder terreno. Não precisamos deixar obras vistosas para o mundo, mas sim desvendar o significado em cada uma de nossas tarefas diárias.

 

Mensagem de esperança

Reflitamos mais sobre uma importante sabedoria da vida: para sermos autênticos precisamos ser transparentes e isso demanda esforço e coragem para nos livrarmos de preconceitos e nos desapegarmos de doutrinas e futilidades, que acabam tomando muito de nosso precioso tempo, que poderia ser usado para elevar nossa consciência.

Se por um lado criamos ilusões para sobreviver neste mundo, incluindo a construção de nossos egos para lidarmos com a vida material, por outro lado, podemos abrir caminhos para um autoconhecimento, que nos leve à expressão e vivência de nossa própria essência, junto ao Criador de todas as coisas! Seria como darmos mais atenção àquilo que nossos corações precisam, através do caminho da fé e da confiança em Deus.

Por mais que não tenhamos respostas imediatas e isso possa causar ansiedades e desconfortos, a vida continua fluindo com calma e sabedoria. Mas, não podemos simplesmente viver como um simples relógio biológico, reagindo a fatores externos. Possuímos uma consciência de nossa própria existência!

Nossos corações nos dizem que há um significado maior que a vida quer ensinar a cada um de nós. Nascemos prontos para percebermos o mundo concreto de forma instintiva como qualquer ser vivo, mas não podemos esquecer nossa natureza metafísica, que nos permite discernir vida material e vida espiritual!

A nos entregarmos à fluidez da vida, em meio a nossas tarefas diárias, junto às pessoas que cruzam nossos caminhos, podemos realizar coisas simples, contendo mensagens sinceras de carinho, de respeito, de transformação que elevem nossos pensamentos orientados para nossa dignidade existencial intrínseca como seres humanos.

 

Conclusão

Podemos concluir que a vida é uma dádiva improvável e incalculável, ligada à "surpresa do destino" vista como manifestação do Criador através do mistério. Ao reconhecer essa singularidade e a consciência de nossa própria existência, alcançamos o "mais belo sentimento humano", que é a gratidão!.

Nossa jornada exige autenticidade e transparência, um esforço para nos desapegarmos de "ilusões" e "futilidades" para vivermos em um "nível existencial mais pleno". Não estamos perdidos; o significado maior que a vida quer ensinar reside no equilíbrio entre as tarefas de sobrevivência e a busca pela nossa "autêntica origem". Assim, devemos nos entregar à vida e desvendar o propósito em "cada uma de nossas tarefas diárias", conectando-nos à nossa autenticidade por meio de ações simples de cuidado e sinceridade.

 

PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. A nossa presença no mundo hoje é fruto do mero acaso?

Não. De acordo com a fonte, embora vivamos sob incertezas, existe um destino ou "surpresa do destino" ligado ao Propósito do Criador que possibilitou nosso nascimento e encontro neste tempo e espaço. O fato de estarmos presentes tem uma causa que, embora não compreendida totalmente, possui um sentido profundo.

2. O que significa o conceito de ser um "eterno aprendiz" segundo o texto?

Significa admitir que não conseguiremos explicar racionalmente tudo até o fim de nossas vidas. Aceitar essa condição não implica estar perdido, mas sim reconhecer que a experiência humana prova que não somos abandonados pelo Criador em nenhum momento.

3. Qual é o papel das outras pessoas em nossa jornada de crescimento?

A fonte indica que é nesta vida, através do contato com o outro, que conhecemos pessoas importantes para o nosso desenvolvimento. É nessas interações que encontramos e exercitamos a compaixão, o perdão, a proteção e o amor.

4. Como a autenticidade é definida e por que ela é importante?

A autenticidade é a busca pela transparência e por viver sem "máscaras" ou falsas fachadas. Ela é fundamental porque nossa essência exige que admitamos que a vida é muito maior do que os papéis transitórios (como cargos ou status) que assumimos na sociedade.

5. Quais são as "ilusões do mundo" que podem nos desviar de uma vida plena?

O texto destaca que aparências, modismos, preconceitos, doutrinas e futilidades são ilusões que consomem nosso tempo precioso. Embora o ego seja construído para lidar com a vida material, devemos distinguir esses mecanismos da nossa busca pela essência real.

6. É necessário realizar "grandes obras" para que a vida tenha significado?

Não. O verdadeiro significado da presença humana se manifesta na simplicidade de ações e atitudes, como cuidar de alguém debilitado, proteger um ser vivo indefeso ou regar um jardim. Essas ações superam a busca pela edificação de grandes monumentos que, frequentemente, são apenas símbolos de poder terreno.

7. Como podemos equilibrar a necessidade de sobrevivência material com a busca espiritual?

O equilíbrio deve ser feito entre a dedicação ao trabalho diário (tarefas de rotina) e a vivência de experiências ricas e aprendizado contínuo. Não devemos viver apenas como um "relógio biológico" que reage a fatores externos, mas sim usar nossa consciência para discernir a vida material da espiritual.

8. Por que o texto afirma que o tempo parece "ficar mais curto" em certos momentos? Isso acontece quando percebemos o quanto podemos aprender no mundo, mas também quanto somos consumidos por pensamentos intrusivos que nos fazem perder o espaço do "simples existir". Muitas vezes, as pessoas só percebem que o tempo passou quando sua infância, juventude e entusiasmo já se foram.

9. De que forma a natureza metafísica do ser humano nos diferencia de outros seres vivos?

Embora nasçamos prontos para perceber o mundo concreto de forma instintiva, possuímos uma natureza metafísica que nos permite discernir entre a vida material e a espiritual, conferindo-nos uma consciência de nossa própria existência.

10. Qual é considerado o mais belo sentimento humano e como ele surge?

O mais belo sentimento humano é a gratidão. Ela floresce quando reconhecemos que a vida é uma dádiva improvável e incalculável, fruto de um mistério divino, e quando alcançamos a consciência plena de nossa própria existência e singularidade.

 

 

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